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domingo, 6 de julho de 2008

Just what is it that you want to do?

We wanna be free
We wanna be free to do what we wanna do
And we wanna get loaded

Os Primal Scream sempre foram um grupo dicotómico na sua produção musical. Por um lado fazem discos de base rock e techno/dance/psicadélica veja-se o imprescindível Screamadelica, Vanishing Point (título baseado numa canção dos New Order) e o genial XTRMNTR . Por outro, tentam determinadamente regravar Exile on main street, com resultados menos bons, veja-se Give Out But Don't Give Up e o último, Riot City Blues.
Neste novo disco a editar em 2008, Beautiful Future, tentam conciliar estas duas facetas de personalidade. Os resultados são bons e quase o conseguem. Não só porque vão buscar o swagger das influências rock dos 70's, como aproveitam a batida dançável dos seus melhores momentos. Não será certamente um sucesso internacional mas é uma boa forma de continuar a construção de um grande percurso musical, já de si bastante acidentado.

Primal Scream - Beautiful future
Primal Scream - Can't go back
Primal Scream - The glory of love
Estas músicas são apenas promos, daí o fader lá para o fim de cada canção. Se querem mesmo, comprem quando sair!

terça-feira, 1 de julho de 2008

In the time of chimpanzees I was a monkey.

Desde Looser que Beck é uma referência incontornável da musica americana. Este novo disco, do qual já existem três musicas disponíveis na net, mostra um Beck com alusões à sonoridade psicadélica dos anos 60 e deixa no ar a ideia de que Modern Guilt pode bem ser um dos discos do ano.
A mão de Danger Mouse (Gnarls Barkley, Gorillaz, Black Keys entre outros) vem dar novas dimensões ao som de Beck, sem tocar no estilo próprio que vem da anterior discografia. Mais uma produção soberba.
Pena a tour de Beck só vir uma vez este ano a Portugal, seria um espectáculo a não perder de nenhuma forma.

Beck - Orphans
Beck - Gamma Ray (LINK CORRIGIDO!!!)
Beck - Chemtrails (tudo de Modern Guilt a sair em Julho)
BONUS: The Jimi Hendrix Experience - May This Be Love (1967)
"Waterfall
Dont ever change your ways
Fall with me for a million days
Oh, my waterfall"

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Show me the way to the next whisky bar

Eis que é chegada a colecção de vinil dos Doors. Directamente dos EUA. Aqui ainda não saiu.
Uma caixa que reúne os seis discos de estudio nas capas originais e em vinil de 180gr (mais uma edição do primeiro disco na versão mono original). A caixa imita a pele de crocodilo que Jim Morrison imortalizou naquele fato que tanto usava e nunca lavava. Musica para os meus ouvidos. Literalmente.
Esta discografia brilhante não vai parar tão cedo de rodar no meu pequeno
Vestax Portátil. Desde os 9 anos que sou um devoto dos Doors e estas musicas fazem parte do meu crescimento. Talvez por isso tenha ficado nos 16.

"Before you slip into unconsciousness
I'd like to have another kiss
Another flashing chance at bliss
Another kiss"


The Doors - Crystal Ship (1967)

The Doors - Alabama Song (1970, do Absolutely Live, a minha primeira cassete original)
The Doors - Love Her Madly (1971)

PS: É claro que ontem me deixaste mais uma vez perdido. De todas as maneiras que me podia perder.

sábado, 21 de junho de 2008

Your summer dream (and mine).

"i never thought tonight could ever be
this close to me." mas foi.

The Cure - Close to me (1985)
The Beach Boys - Your summer dream (1963)

Nas palavras de Adrian Borland:
"i can see a distant victory
a time when you will be with me"

The Sound - Total recall (1986)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

A new career in a new town

Poucos posts mas muitas mudanças. Muito em que pensar e decidir. A escolha está feita. Moving on.
Hoje o tema é a tomada de novos rumos. Algo de que temos que nos começar a mentalizar melhor. A nossa cultura é avessa a mudanças drásticas. A cultura da Europa do Sul está, por tradição, presa à disciplina católica e sempre deprimida na sua ambição. O abismo está à frente e temos que dar o salto ou podemos cair. Mesmo que não cheguemos ao lado de lá, pelo menos tentamos.
David Bowie e Brian Eno deram o titulo ao post. "A new career in a new town" é um tema instrumental do album Low, de 1977. Um dos meus preferidos de Bowie. Não bastasse um dos outros temas, Warsawa, ter dado o primeiro nome aos Joy Division.
Na área folk a mudança é um lugar-comum. Os americanos têm dois temas para canções: a estrada e o amor teenager. O resto são variações em Dó menor. Quem melhor para dizer isto do que a alma mater da musica americana, Bob Dylan.
Aqui fica a banda sonora destes novos desafios:
David Bowie - A new career in a new town (1977)
Bob Dylan - Paths of victory (gravada em 1963 mas só publicada em 1991)

PS: Paths of victory também era o hino não-oficial da selecção nacional mas disso é melhor nem falar...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

I want a riot. A riot of my own.

Cada vez mais manifestações... bloqueios... o custo de vida a aumentar. Sente-se uma tensão social em Portugal como nunca tinha sentido ao longo dos meus, também já longos, trinta e dois anos. Inquetação e receio do que o futuro ainda pode trazer.
Acima de tudo, parece ser um sentimento de frustação o que domina. Frustados pela impunidade e pelas desigualdades. Por se fazer um curso que não leva a lado nenhum a não ser ao call-centre do costume. Por se tentar produzir alguma coisa e acabar com menos do que antes. Por já ter recebido cinquenta chamadas do banco a lembrar a prestação em atraso...
Nimguém parece estar inocente no meio disto tudo. Somos pouco produtivos e menos empreendedores. O Estado gasta muito e mal gasto. A Europa, em tempos um oásis, cada vez mais parece querer deixar-nos pendurados no deserto. Um beco sem saída em que somos (sou) tão fatalistas como o nosso fado.
Musicalmente, nimguém foi capaz de canalizar este sentimento como Joe Strummer. O querer mudar o mundo e não conseguir. Não sei se somos o mesmo país que o Reino Unido era no final dos anos 70. Mas o feeling está lá.
Certo é que o D. Sebastião não virá numa manhã de nevoeiro por aí fora a fazer guerra aos especuladores da gasolina. E mesmo que venha não sei se somos país para ir com ele. Afinal ainda não acabou o Euro. E tenho que ir atestar o carro, há que ir festejar prá baixa o próximo golo do Ronaldo...
Joe R.I.P.

The Clash - White Riot (1977)
The Clash - Safe European Home (1978)
The Clash - Know Your Rights (1982)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

You don't need to bring God into this

Jacob Dylan já tinha feito alguma coisas muito boas antes, com os Wallflowers. Este ano edita um disco a solo acústico que demonstra, mais uma vez, que filho de peixe sabe nadar. Já não aparece tanto na sombra de Springsteen e adquire um som mais próprio.
Fruto do casamento de Bob e Sara (em I'm not there protagonizado por Heath Ledger e pela bela Charlotte Gainsbourg), finalmente acaba com a timidez face à sua (brilhante e pesada) herança familiar. Eu também segui as pisadas de alguém com sucesso e sei o que isso é.
Ele próprio lembra, numa entrevista que li há muito tempo, que um dia pediu ao pai para aprender a tocar guitarra. No dia seguinte aparece um guitarrista com três dedos na mão para lhe ensinar o básico... mais um daqueles gestos enigmáticos do génio a quem costumo chamar Deus. Para o outro Deus é como um elogio.

The Wallflowers - One headlight (1996)
Jacob Dylan - Evil is alive and well (Junho 2008)
Jacob Dylan - Something good this way comes (Junho 2008)
PS: Imagino que ficas muito Pretty in (your) pink (pijama)!

domingo, 8 de junho de 2008

Your love gets sweeter every day

No meio daquela exposição de vinil em Serralves estava hipnotizado por estares ali comigo. Mais feliz por isso do que por estar ao lado duma edição original do White Album dos Beatles ou do primeiro disco dos Velvet Underground (que por acaso aparece datado de 1971, um erro crasso).
Foi delicioso. Tudo. Ao seguirmos para o carro com o sol já muito lá em cima, estava a pensar que não era possível estar num sitio melhor. Não era mesmo. Uma noite perfeita.

Leonard Cohen - Suzanne (1967)
Finley Quaye - Your love gets sweeter (1997)

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Se...

Se a vida pesasse menos 100kg não seria um fardo tão grande. O meu gira-discos andava sempre comigo a tocar os meus singles dos Clash. E o Rain Dogs do Tom Waits estava mais tempo guardado.
Se cabeça fosse amovível. Deixava-a em casa mais vezes. Na gaveta dos legumes, no frigorifico.
Se muitos vícios fossem poucas virtudes. Criar-se-ia um culto à minha volta e a minha colecção de musica seria o meu evangelho.
Se tudo fosse mais simples, havias de saber o que fazer comigo.


PS: Morreu Bo Diddley. Era enorme. Ainda é. Crackin' Up e I'm Bad. Mesmo a calhar com o resto do post.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

We all live in a yellow submarine.

Sentir que tudo à nossa volta pode ruir a qualquer momento ou que podemos ser felizes sem fim. Tudo ou nada. Ter receio da mudança mesmo quando é inevitável.
Os Submarines são uma banda pop. Com gosto. Há cada vez mais gente assim. Ou isso, ou sou eu que começo a amolecer com a idade. Veja-se o post com a cover de Borderline de Madonna.
Hoje só vou ouvir Clash e Pistols. E vou esconder os vinis dos Smiths. Mas só por um dia.
PS: Ontem a Cat Power foi saboroso e encorpado como um bom tinto velho, bebido numa cave fria cheia de amigos. Soberbo.

Os submarinos navegam por aqui.

domingo, 25 de maio de 2008

On a lighter note...

O hip-hop manda na musica. Especialmente o hip-hop de qualidade.
Os Cool Kids lembram um cruzamento entre os Neptunes e os jovens Beastie Boys.
Muito bom. Aqui. E ali.
E o sample de Pump Up The Volume ajuda. Bem-vindos.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

We met when we were at school.

O Ricardo foi meu amigo dos 11 aos 13. Faltavamos às aulas no 8º ano pra ouvir musica. Ele tinha uma cópia de Give Em' Enough Rope. E adorávamos esta canção. Como todas as amizades daquela altura, deixamos de andar juntos quando mudei de escola. Passado algum tempo soube que tinha morrido. Senti-me um pouco mais sozinho. Foram tempos que não esquecerei mais.
Às vezes sinto uma certa nostalgia desses tempos em que ser punk era como ser de uma tribo. E cada um tinha a sua. Agora os miudos são cópias xerox uns dos outros. Dos Morangos.
Mas a música ficou. Para ti. Onde quer que estejas, espero que tenhas os discos dos Clash contigo. Stayfree.
PS: Sim, esta é mais uma cover. Soa a Billy Bragg a tocar Clash.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

E eu mais só estou.

Este blog tem-se tornado numa mina de covers mais ou menos interessantes. Cá vai mais uma. Adele com Last Nite dos Strokes. Gravada para a BBC.
Interessante. Aqui.
Esta é uma versão de Walk On The Wild Side de Jesse Malin. "Sugar plum fairy came and hit the streets".
Muito interessante. Aqui.
PS: Esta versão de Mansion on the hill, de Springsteen é deliciosamente interpretada pelos The National. Aqui.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Massive Attack

Em 2007. Beirut inventa a Elephant Gun. Aqui.
E os Spoon sabem k tens a Cherry Bomb. Ali.
Mas não há exércitos que me ponham a salvo.
De mim. E de pensar em ti.

terça-feira, 13 de maio de 2008

The milkman of human kindness (back from a coldass convention).

Um belissimo momento reggae/dub de Santogold (um b-side). Aqui.
O single - L.E.S. Artistes. Ali.
E que grande disco! Imperdível. Talvez ainda por aqui.

sábado, 10 de maio de 2008

Everyone loves you. But you should only love me back.

Transformas o meu dia-a-dia de Unknown Pleasures na alegria de Parallel Lines.
E talvez sejas minha. One way or another.
Jose Gonzales. O single Teardrop (cover dos Massive Attack). Aqui.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Recordar é viver II: O barco de Chanquete

Esta musica dos Peter Bjorn & John faz-me lembrar o Verão Azul.
Eu sei. Estranho e desprovido do menor sentido.
Esta é a melhor versão de Young Folks que já ouvi. É Bluegrass. Aqui.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

You know I've dreamed about you... but now, it's just every other day.

Uma das minhas musicas favoritas de 2006. Aqui.


Always wanting but never belonging. Ridiculous. As much as I can be.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Recordar é viver I: Give me something for nothing

Hoje é dia de recordar o unico LP dos Tones on Tail.
Um grupo que sai das cinzas dos Bauhaus.
O single Performance de 1984. Aqui.

A ouvir em vinil claro. Este era do meu irmão.
Curiosamente os Love & Rockets vêm, em Julho, ao SBSR Porto.
O Peter Murphy também vem outra vez.

sábado, 3 de maio de 2008

One step closer, in the downward spiral...

... to hell or to where someone cares not.
With you (but not without some sweetness).

Best Regards,
A barely living body