segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

A altura é chegada para uma qualquer critica social...

Toda a gente fala da cena do Porta 65. Lembrei-me que esta musica era a banda sonora perfeita do próximo Prós&Contras. Leva-me de volta para os meus tempos punk quando andava no 7º ano.
E esta foto do site deles mete-me um bocado de medo. Serão os jovens portugueses todos assim? Espero que não. Pelo menos os dentistas ficavam todos no desemprego.

UPDATE: Esta musica também ficava bem como grito dos protestantes.

domingo, 30 de dezembro de 2007

The sun's not yellow. It's chicken!

Ontem tava no Pitch e eles só passavam 45rpm. Que delicia ouvir uns bons singles sem parar.

Agora algo relacionado com título.

I am a complete sucker for your love.

.. whoever and wherever you are! And then maybe not that much.
I don't really know. And it's not you.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Guilty Pleasures... algo fora da norma, que corta a neblina e deixa entrar o sol.



Fiz esta compilação para todos os que costumam vir aqui visitar-me. São algumas covers de artistas interessantes feitas de forma original.
As versões são de vários artistas. Desde os Led Zeppelin tocados com violinos ciganos aos New Order, Bowie, Rod Stewart ou Kate Bush.
São só 10 musicas, podiam ser 50, mas como nos antigos vinis o espaço e o tempo são limitados. Hoje os discos são muito grandes, muito lineares e de interesse descrescente.

Podem tirar o disco daqui (são 50mb). Ouçam e voltem para deixar o vosso comment!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Out of control

So this is permanence... love's shattered pride
What once was innocence, turned on its side
Grey cloud hangs over me, marks every move
Deep in the memory of what once was love

Oh how I realised how I wanted time
Put into perspective... tried so hard to find
Just for one moment I thought I'd found my way
Destiny unfolded. I watched it slip away

24 Hours, Closer, Joy Division (1980). O disco está aqui.

Imagem retirada das fotos do ano pela Time.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

I don't have plans and schemes and I don't have hopes and dreams. I don't have anything, since I don't have you.

Este disco de Nick Drake é a banda sonora de um dia chuvoso e escuro. De alguns dos meus dias.
Vi hoje um documentário da sua vida no Youtube e fiquei surpreendido com quanto da sua vida se parece com a de Ian Curtis.
A mesma forma de viver e a mesma forma de morrer. O mesmo génio atormentado.
PS: Não este titulo não é de uma qualquer musica dos Guns'n'Roses. É de um 45rpm dos Skyliners, de 1958, que estou a ouvir no meu novo gira-discos portátil. Uma delicia de Natal.

Discos Pedidos: "Sr Correia queria um fado para dedicar aos meus netinhos". "Muito bem Dona Gertrudes, diga então a frase do sabão Clarim"...

Gostaste daquela musica dos Guillemots. Ouve esta. E esta também.

Children wake up, hold your mistake up, before they turn the summer into dust.

Este post é como uma prenda de natal atrasada para vocês.
Este é um exclusivo do iTunes claro! Mas que podem sacar aqui.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Put your hands on the wheel, let the golden age begin. Feel the moonlight on your skin.

Este disco de Beck devia ser tão obrigatório como o 9º ano!
Há mais para descobrir em Seachange, de 2002.

UPDATE: Pediste a musica de Beck do filme Eternal sunshine of the spotless mind. Podes tirá-la aqui. É um original dos Korgis de 1980. Também gosto muito.

domingo, 23 de dezembro de 2007

I accept chaos. I am not sure whether it accepts me.

Este filme não é deste mundo.
Quando Cate Blanchett diz para o homem na cruz... "Why don't you play your early stuff?"
Ou Christian Bale quando diz... "All they want from me is fingerpointing songs... I only got ten fingers!"

E se virem a Charlotte Gainsbourg por aí, digam-lhe que espero por ela para casarmos.

E já agora todos os Dylans que aparecem no filme...


I am tired, I am weary. I could sleep for a thousand years, a thousand dreams that would awake me...

Estas duas versões de Cat Power são como uma fogueira que aquece o frio chão das nossas vidas. Uma é dos Velvet Underground e a outra dos Stones. São do Covers Record, de 2000.

PS: O titulo deste post vem da canção Venus In Furs dos Velvet Underground. Mas isso importa a quem?

Heaven is the whole of the heart, and heaven don't tear you apart...

Ontem no Plano B tocou uma inspirada banda que se junta anualmente para um tributo a Joe Strummer dos Clash.
Foi bom ouvir algumas daquelas canções ao vivo pela primeira vez. Depois de mais de 20 anos a ouvi-las no walkman, no gira-discos, no mp3.
Tudo começa quando eu e o Ricardo decoramos Give 'Em Enough Rope . Back in 86, com 10 anos de idade. Rest in Peace amigo.
Esta musica é para ti, se puderes ouvir aí em cima. Chama o Joe Strummer para ouvir contigo.


PS: O título deste post foi inspirado por Heaven dos Psychedelic Furs.

sábado, 22 de dezembro de 2007

I feel tragic like I'm Marlon Brando.

Este é um EP acustico de Pete Yorn que merece ser ouvido.
Há uns anos lembro-me de o vêr ao vivo no Hard Club. Um concerto excepcional.

Where are your friends tonight?

Os LCD Soundsystem fizeram uma das melhores canções do ano.
Ontem nos Maus Hábitos passou a versão dos Franz Ferdinand e lembrei-me de alguns amigos desencontrados.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

It's 5 o' clock on a Friday morning, one hundred telephones shake and ring. One of those was someone who knew you.

Comprei este vinil na ultima visita a Londres para ver os Sex Pistols. É um disco de grandes canções, que dá o mote ao Nick Cave das baladas, e do piano, dos discos seguintes.
É também notória a influência que a mudança para o Brasil teve na sua musica. Muito mais melódica e menos rock.
PS: A musica que inspirou o titulo deste post é "Trains to Brazil" dos Guillemots. É poderosa. Podem sacar aqui.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

"Why are you so far away?" She said...

Como que por magia ontem acabei a longa noite a ouvir o vinil de Blood On The Tracks nos headphones enquanto alguém tentava comunicar comigo no messenger.

Acto de coragem mas com baixa probabilidade de sucesso. Pelo menos àquela hora.

Como diz a musica.. "I told you i was trouble, you know that i'm no good"

Aqui na versão dos Arctic Monkeys.

PS: Aquele post k viste está mesmo guardado. um dia volto a publicar.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

De um buraco mais ou menos negro à euforia num piscar de olhos...

Esta música é fabulosa.

"We can watch the river flow
And maybe make this city slow
Take me with you when you go..."

Lady's Bridge, Richard Hawley


Update: O Fusco anuncia que o homem vai estar cá no Festival para gente sentada, em Sta Maria da Feira, a 23 de Fevereiro. Yupi!!!

o natal à minha maneira...

Hoje o sono não pega... só o frio e uma ponta de solidão.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

A inevitável lista dos meus discos preferidos de 2007... desculpem lá.

Estes são alguns discos de que gostei este ano... em nenhuma ordem concreta.

Arcade Fire - Neon Bible ... pelas canções monumentais.
Feist - The Reminder ... pela cumplicidade da interpretação. (password: www.peb.pl)
LCD Soundsystem - Sound of Silver ... por ser quase tão bom como um disco antigo dos New Order.
Babyshambles - Shotter's Nation ... por ser a banda sonora dos vicíos.
Arctic Monkeys- Favourite Worst Nightmare ... pelas canções pop.
Ryan Adams - Easy Tiger ... pelas canções country.
Radiohead - In Rainbows ... por serem únicos. Este não dou link porque foi à borla!
Richard Hawley - Lady's Bridge ... pelo estilo inconfundível.
Bright Eyes - Cassadaga ... por ter o single do ano - Four Winds.
Interpol - Our love to admire ... por terem canções cavernosas.

Melhor Reedição:
Sex Pistols - Never Mind The Bollocks deliciosa reedição em vinil com single e poster originais

À medida que conseguir links para estes discos vou adicionando.

Back to the rat race...

E estou a ouvir esta versão maravilhosa de Marvin Gaye pelos Hot Chip.

Estive perdido por 3 dias em sitios de poucas virtudes e muitos vicios. Mas por fim reencontrei-me.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Grande a distância entre o saber, o querer e o fazer...

The Do - At last

Grande música. Banda nova e boa.

R.I.P. Ike Turner

O mundo da música perdeu um génio... os outros mundos nimguém sabe ao certo.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

The devil will find work for idle hands to do!

What is the question forever thought of but never posed?

Which are the gifts you bring me?

You serve you heart on a plate to those who cannot love you.

Not as I could have loved you.

We're only half away, in a fake empire.

Waterboys - Fisherman's Blues
Parte 1 e Parte 2
Password: mp3rockchick.blogspot.com

Estou para aqui enfiado numa bibllioteca. Ontem pus este disco no meu pc e vai dando para aguentar.

É como se do meio destas prateleiras douturais saissem melodias que nos levam para sitios mais distantes...

É bom ser assim louco pelo bater dos sinos...

Já quase que não sei viver... só sobreviver

Memórias do Alentejo

Portishead - Dummy

Os Portishead são uma banda que demorou a entrar no meu sistema. A gota de água foi um concerto para os lados do Alentejo em 1998(?).

Lembras-te Paulo?... Botas Doc Martens, Tshirt vermelha do Che. A PJ Harvey ao fim da tarde. A revolução ali à mão.

É sem duvida um dos discos que marca a época de ouro do trip-hop e faz-nos ansiar sempre que há a noticia de que voltaram ao estúdio.

Passord do ficheiro: purgatory

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

No one leaves the lights on in a house, where nobody lives anymore...

Ryan Adams & The Cardinals - Follow The Lights
Ryan Adams é actualmente um dos musicos mais prolíferos do mundo. Mas o que é excepcional é que também é um dos melhores escritores de canções que praí andam.
Especialmente desde que reuniu os Cardinals, uma banda que o complementa na perfeição.
Este EP segue-se a Easy Tiger um dos melhores discos do ano. Talvez um pouco country de mais para a maior parte dos europeus, mas revela-se um conjunto de canções fortes.
Para o próximo ano chega uma caixa com os 4 ou 5 discos (!!!) que tem na prateleira mas que nunca editou.
Uma das musicas especiais deste EP é a cover dos Alice In Chains, um grupo que se perdeu um pouco no movimento grunge mas que era dos mais originais.

Sem conseguir dormir e a pensar num disco de Brian Eno.

Antes que o sono me venha buscar... (II)

Good times, bad times. You know I had my share...

Hoje tinha largado tudo por isto!
Mas eram 18 mil bilhetes e 9 milhões de pessoas como eu...
A história toda aqui.


Mas sabiam que foi ele que deu o nome à banda?

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

We've lived in bars and danced on the tables, hotels, trains and ships that sail. We swim with sharks and fly with aeroplanes in the air.

Paulo Nutini é um escocês com nome italiano. Tinha sacado o seu disco há umas semanas mas nunca tinha dado grande atenção. Até o meu irmão dizer que o tinha visto no Conan O'Brien a fazer uma performance muito fixe.

Voltei a ouvir o disco e encontrei estas duas pérolas. São duas musicas muito simples mas muito bem conseguidas.

De ouvir e ficar com curiosidade para o resto do disco.
Podem fazer o download aqui.

Antes que o sono me venha buscar...

domingo, 9 de dezembro de 2007

It's The Shins... it'll change your life i swear.



Insert your name here... please

_______ laughs and it's raining all day
She loves to be one of the girls
She lives in the place
In the side of our lives
Where nothing is ever put straight
She turns herself round
And she smiles and she says
'This is it, that's the end of the joke'
And loses herself in her dreaming and sleep
And her lovers walk through in their coats

Pretty in pink. Isn't she?
Pretty in pink. Isn't she?

Y aunque la gente es pobre, saben vivir feliz, saben vivir feliz...


Devendra Banhart parece um hippy perdido desde 69 em Woodstock.
É capaz de criar as melodias mais bonitas e para elas as letras mais estranhas.
Assisti a um concerto seu no Festival Benicassim e foi realmente bom.
Parecia que tinha entrado num tunel do tempo e estava a vêr
uma trupe saída de uma ruela qualquer de São Francisco no final dos anos 60.
E ele tem o sofá do Jim Morrison em casa! A inveja é um pecado mortal.
Vão ao seu site porque está muito giro.

Tento agarrar o momento e não consigo...

Many rivers to cross
But I can't seem to find my way over
Wandering I am lost
As I travel along the white cliffs of dover

Many rivers to cross
And it's only my will that keeps me alive
I've been licked, washed up for years
And I merely survive because of my pride

Many rivers to cross
But just where to begin I'm playing for time
There have been times I find myself
Thinking of committing some dreadful crime

Yes, I've got many rivers to cross
But I can't seem to find my way over
Wandering, I am lost
As I travel along the white cliffs of Dover

Yes, I've got many rivers to cross
And I merely survive because of my will...

Many rivers to cross, Jimmy Cliff

sábado, 8 de dezembro de 2007

E quando a canção morreu na frágil onda do ar, ninguém soube o que ela deu

Os clã fazem musicas excepcionais. Esta é uma delas.

Curioso clã...

Ontem à noite estava ouvir uma velhinha compilação dos Pogues que tenho em vinil.
Lembro-me de a comprar no C Comercial Stop, na Roll's Rock.



Contém uma bonita canção de Natal: Fairytale of New York.
When the band finished playing
They howled out for more
Sinatra was swinging,
All the drunks they were singing
We kissed on a corner
Then danced through the night

The boys of the NYPD choir
Still singing "Galway Bay"
And the bells were ringing out
For Christmas day

A password do ficheiro é: www.no1-downloads.co.nr

There's no I in threesome, and I am all for it

Gosto dos Interpol.
São como aqueles amanheceres com neblina
que chegam para tirar o lugar à escuridão.

The harder they come, the harder they fall, one and all...


Porque nos põe a pensar,
a viajar,
a dançar,
e ajuda a viver
Sim, porque a vida sem Jimmy Cliff era um pouco mais dificil.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

quando o bobo da corte pede perdao à rainha ...

esta também.

quando a rainha pede perdao ao pobre bobo da corte...

esta é para ti!

Album do ano

A Pitchfork recolheu as melhores fotos de concerto do ano.

Aqui vão as minhas preferidas. A selecção total está aqui.


Arcade Fire



TV On the Radio




Yeah Yeah Yeahs
e finalmente esta...
Cat Power
(mas só porque foi um dos melhores concertos que vi este ano)

I'll stop the world and melt with you...

Engraçada a ideia dos Nouvelle Vague de gravarem um album ao vivo aqui em Portugal. Não que as versões que normalmente apresentam ao vivo sejam assim tão diferentes dos dois discos.

Também curiosa é a quantidade de vezes que vêm aqui tocar a Portugal. Uma das minhas versões favoritas é Melt With You. Mas sempre preferi a versão original dos Modern English.

Para quando um promotor apostar em concertos diferentes? Voto nos Beirut, no Richard Hawley ou no Ryan Adams. Mas isto é só uma pequena opinião...

I saw the needle and the damage done...


Amy Winehouse é o protótipo da estrela do rock: sexo, drogas e rock'n'roll.

Concertos cancelados, cocaína e escândalos com o namorado junkie.

Ela personifica o Keith Richards do Século 21.

A verdade, é que, mesmo assim, é capaz de ter feito o melhor disco do ano passado.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

A ultima do dia...

Para dar alento aos desesperados da minha turminha...

Mais uma pérola...

Há quem goste de alguma musicas soltas que eu ponho aqui.
É uma deliciosa versão de Straight to Hell dos Clash, interpretada por Josh Rouse.
Nas palavras do grande Joe Strummer:
No man's land
Ain't no asylum here
King Solomon he never lived round here
Straight to Hell, boys
Go straight to Hell, boys

Este é um post semi-melancólico!!!


Estou a ouvir o recém-chegado vinil usado de What's Going On do grande Marvin Gaye.

É um disco daqueles que se nunca ouviste, não sabes o que é musica.

Marvin é o original funk-soul-brother.

Este não é um post melancólico!!!


Porque os Blondie são uma banda com um rock dançável e de uma actualidade surpreendente.

Este é o Greatest Hits de 2002.


Porque tristezas não pagam dívidas. Nem melancolias.

A Password do ficheiro rar é... jeimily_para_vagos.es

Giz branco preenchia os quadros e eu olhava pela janela com vontade de ir para o recreio...

P. J. Harvey - White Chalk

Um album inovador de P.J. Harvey, que a coloca mais uma vez num novo espaço sonoro.

Desta vez a colocação da voz, quase falsetto, e o piano, são as grandes inovações.

As musicas expressam bem o ambiente em que foram compostas. No country side britânico de onde é natural PJ.

São 30 minutos de alguma introspecção. Não é musica para ouvir a conduzir ou num jantar de amigos.

Mas fica bem num daqueles dias solitários de inverno...

O choque da rosa...


Não me lembro de quando ouvi esta musica pela primeira vez.
A versão original, dos Psychedelic Furs, sempre fez parte do meu imaginário juvenil.

Até me lembro de ela surgir no rádio do carro dos meus pais, em fentre ao extinto, mas ainda presente, Dallas. Como as coisas eram diferentes antes, e como a nossa memória selecciona de forma tão aleatória...

Esta versão dos National é absolutamente brilhante, capta perfeitamente o lado negro da canção.

I heard her say over my shoulder, "We'll meet again someday on the avenue," Tangled up in blue.

Este é o meu disco preferido de Dylan.
O disco do seu divórcio de Sarah (de 1974).

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Love to stay the night with Peggy Day...

Bob Dylan - Nashville Skyline

Este é o disco que estou agora mesmo a ouvir.

É provavelmente o album mais country de Dylan. Começa inclusivé com um dueto com Johnny Cash (que ganhou um grammy pelas liner notes).

Como o nome indica foi gravado em Nashville e , para este disco, Dylan inventa um novo timbre vocal. Como o próprio escreve na sua autobiografia Chronicles, esta foi mais uma manobra de despiste da geração dos anos 60 que o considerava um protest singer.

Nada mais controverso na america de 69 do que, quem escreveu "Blowing In The Wind", fazer um album quase country. "Blasfémia!" diriam alguns...

De qualquer forma, o estilo de composição é indiscutivelmente o de Dylan. Ainda que o tema principal seja o amor, escrito à sua maneira.

Nas palavras de Johnny Cash:
"There are those who do not imitate,
Who cannot imitate
But then are those that emulate
At times, to expand further the light
Of an original glow."

O teu mundo está tão perto do meu... e o que digo está tão longe

Sou trágico a falar com as pessoas que gosto, ou gostei.

Não sei porquê, mas acho sempre que há uma música qualquer que já disse o que sinto, muito melhor do que alguma eu vez eu conseguirei.

Como esta.

Lucky 13: era bom voltar a gostar de alguem como se tivesse treze...

Esta musica diz tudo sobre isso.

Esta versão é de Elliot Smith. O original é dos Big Star.
Ele cantava sempre como se estivesse a sofrer e teve mesmo um fim trágico. Como todas as paixões nessa idade...

I sit at my table and wage war on myself...

I sit at my table and wage war on myself
It seems like it's all, it's all for nothing
I know the barricades, and
I know the mortar in the wall breaks
I recognize the weapons, I used them well

This is my mistake. Let me make it good
I raised the wall and I will be the one to knock it down

I've a rich understanding of my finest defenses
I proclaim that claims are left unstated,
I demand a rematch
I decree a stalemate
I divine my deeper motives
I recognize the weapons
I've practiced them well. I fitted them myself

It's amazing what devices you can sympathize, empathize
This is my mistake. Let me make it good
I raised the wall and I will be the one to knock it down

Reach out for me and hold me tight. Hold that memory
Let my machine talk to me, let my machine talk to me

This is my world
And I am world leader pretend
This is my life
And this is my time
I have been given the freedom
To do as I see fit
It's high time I've razed the walls
That I've constructed

You fill in the mortar. You fill in the harmony
You fill in the mortar. I raised the wall
And I'm the only one
I will be the one to knock it down


World Leader Pretend, R.E.M., do álbum Green, de 1988

Lembro-me que não pude ir acampar com os meus amigos porque gastei todo o meu dinheiro neste disco e em Mirrol Ball, corria o ano de 1995. Foi na Mr Big, que ficava ali em Carlos Alberto, que entretanto fechou como todas as outras...

Boa decisão em retrospectiva!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Don't spoil... the thrill of it all

Pronto, não é Billie Jean como ela queria
mas é uma versão muito fixe de Thriller
por Ben Gibbard dos Death Cab For Cutie.
Também serve?

Heroin be the death of me...Heroin, its my wife and its my life

Babyshambles - Shotter's Nation
O melhor dos Babyshambles sem duvida, o primeiro parecia um conjunto de demos mal amanhadas.
Parece que desta vez Pete Doherty envontrou novamente a sua musa e fez um disco a sério. O facto de Stephen Street ter produzido não é concidência.
Este é o disco mais conseguido da sua carreira, logo a seguir a Up The Bracket dos Libertines.
Delivery é um grande single, mas é nos momentos mais acusticos que Pete brilha mais.
Certamente não vai aparecer nas listas de final de ano da critica, mas é um dos melhores disco de rock do ano.

domingo, 2 de dezembro de 2007

O mundo às vezes parece negro e triste

... ou se calhar sou só eu.

Este disco é lindo. E triste.

Candy says i hate the quiet places...

The boatman calls from the lake
A lone loon dives upon the water
I put my hand over her
Down in the lime tree arbour

The wind in the trees is whispering
Whispering low that I love her
She puts her hand over mine
Down in the lime tree arbour

Through every breath that I breathe
And every place I go
There is hand that protects me
And I do love her so

There will always be suffering
It flows through life like water
I put my hand over hers
Down in the lime tree arbour

The boatman he has gone
And the loons have flown for cover
She puts her hand over mine
Down in the lime tree arbour

Through every word that I speak
And every thing I know
There is hand that protects me
And I do love her so

Nick Cave, The Boatman's Call

O palco está vazio, à espera de uma estrela que o encha de luz


sábado, 1 de dezembro de 2007

Desabafo...

Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
And as I climb into an empty bed
Oh well. Enough said.
I know it's over
Still I cling I don't know where else I can go
Oh ...

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Não, não são espanhóis!!!

El Perro del Mar - El Perro del Mar

Este disco, juntamente com o dos Camera Obscura, foram dois grandes lançamentos da musica independente com um cheiro mais pop.

Os El Perro del Mar fazem uma musica melodica, triste mas ao mesmo tempo reconfortante. Tudo isto embrulhado em arranjos muito influenciados pelo Wall-Of-Sound de Phil Spector.
Um disco obrigatório para quem gosta da melancolia de Lloyd Cole ou dos Smiths. E para todos os outros também...



Fundo, como eu...

Peter Murphy - Deep

Hoje passei por Gaia e vi um outdoor que anunciava mais um concerto de Peter Murphy. Lembrei-me que já não ouvia Deep há demasiado tempo...

Já perdi a conta aos concertos excelentes/bons/assim-assim que Peter Murphy deu em Portugal, a solo ou com os Bauhaus. Parece-se com os James e as intermináveis visitas ao nosso país.

Sou mais fã dos Bauhaus, mas este disco é claramente um ponto alto na sua carreira e sem dúvida o melhor album a solo. E claro, Cuts You Up é daquelas musicas miticas, e obrigatórias, das noites do Batô.

Ouvia este disco no meu walkman incessantemente corria o ano de 1990/91. Não sei porquê mas lembro-me de o ouvir no meio duma chuva intensa naqueles dias escuros que o Porto antes tinha.

Parecia que tudo batia certo, até a angustia existencial do Fundo adolescente...

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Qual o som de uma árvore a cair na floresta se não estiver lá nimguém para ouvir?

The Sound - from the lion's mouth

É interessante como a história é cruel na sua selectividade, por vezes tão aleatória...

Num altura em que o período pós-punk é tantas vezes recordado, e o seu som imitado, por tantas bandas. Até Ian Curtis já deu em filme, e que filme...

Os The Sound teimam em ser esquecidos. Não percebo porquê.

Podiam ter enterrado os U2 e dessa forma gerado uma ainda maior divida externa para o 3º mundo!

Este é o segundo disco dos The Sound, é de 1981 e é uma verdadeira pérola perdida. Merecia ser comparado a Unkown Pleasures, The Queen is Dead ou OK Computer. É essa carga emocional e profundidade que From the Lion's mouth tem e que lhe devia trazer maior reconhecimento critíco.

Lembro-me de ouvir "In The Hothouse" numa velha cassete num daqueles gravadores com deck duplo do meu irmão. Genial como o tempo passa mas as emoções que esta musica gera em mim sao as mesmas.

Tá na hora de vêr os teus esqueletos no armário...

Yeah Yeah Yeahs - Show Your Bones e ao vivo em Paredes de Coura 2006 (sim, tava lá!)

Este disco dos YY's foi uma surpresa.

Depois da agressividade de Karen O a atacar o microfone infernalmente no primeiro disco, vemos que a postura da banda se alterou.

Enveredaram por ambientes mais acusticos, ainda com muita energia, mas que canalizam a fúria para a melodia e menos para o volume da mensagem. Ouvir "Cheated Hearts", "Gold Lion" ou "Turn Into" faz-nos pensar que estamos perante uma banda diferente.

O concerto em Paredes 2006 foi o segundo da banda. Na primeira vez a vocalista tinha despedaçado uma melancia (ou ananaz?) na própria cabeça. Desta, o concerto foi muito mais sóbrio a condizer com a profundidade que este disco merece.

Por falar em bones, nas palavras de Adrian Borland:

There's a gaping hole in the way we are
With nothing to fill it up anymore
No flesh no blood just broken bone
A frame to hang our lives from
We're living like skeletons
Won't someone wake the dead in me
Won't someone shake the dust off me
Give me water give me bread
But don't give me up for dead
We're living like skeletons

The Sound: Skeletons do album From the Lions' Mouth (1981)

PS: Se puder ponho os The Sound in the Hothouse, o meu disco ao vivo preferido de sempre!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

87,3% Brancos, 5,5% Hispânicos, 4% Afro-americanos, 1,3% Asiáticos, 0,9% Nativos americanos e mais alguns

Bruce Springsteen - Nebraska

Este é o meu disco preferido de Bruce Springsteen, em que apenas acompanhado da sua guitarra acustica gravou algumas das suas melhores melodias para um gravador 4-track.

Este disco revela o "dark side" de Bruce, onde ele ataca temas sociais americanos como a violência, o alcoolismo, a miséria que as ruas sentiam.

Vem na ressaca de "The River" um disco longo com arranjos complexos e musicas longas. É um back-to-basics. É um "eu posso ser o Dylan da minha geração". Pronto, OK, nem tanto.

Rápidamente o rock de estádio ficaria ao seus pés com a edição de "Born In The USA".

Um disco dificil de ouvir mas gratificante de escutar com atenção.

Em 1972 nascia o meu irmão Zé-Tó e o Ziggy Stardust...

Josh Rouse - 1972

Dedico este post ao Zé Nuno que vai ver o Josh ao Teatro Circo em Braga. Que sorte!
Acho que ele nunca mais fez um disco tão bom como este.
Josh Rouse faz aqui apelo à soul (Marvin Gaye) e pop (Carole King), do início dos anos 70. E fá-lo da melhor forma e com as melhores musicas da sua carreira.
Há musicas para sorrir, sonhar e saborear!