segunda-feira, 29 de junho de 2009

I heard you on the radio. I couldn't help but smile.

Hoje trago três novidades geniais. Diga-se três dos projectos musicais que mais gostei no ultimo ano e pico. Fleet Foxes, She & Him e claro St Vincent (outra vez).
A nova musica dos Fleet Foxes foi tocada ao vivo para a BBC6. Os She & Him fizeram uma versão dos Smiths para o novo filme de Zooey Deschanel (suspiro!). Finalmente, Annie aparece no programa de Letterman. Se gostarem de alguma coisa digam. E já agora: parem de se queixar que eu deixei de escrever no blog.
Fleet Foxes - Blue Spotted Tail (ao vivo na BBC6)
She & Him - Please, please, please, let me get what I want (cover dos Smiths)
St. Vincent (ao vivo no David Letterman Show)

Como eu sou irrelevante

De repente toda o mundo musical foi fã de Michael Jackson de uma forma ou de outra. Eu tenho que admitir que nunca fui dado à sua musica. Aliás, se existiu algum momento da sua carreira que me deu alguma alegria foi quando Nevermind dos Nirvana tirou Dangerous do numero 1 nos EUA. Algures em 1991.
Não que a sua carreira e a sua musica não tenham sido relevantes. Eu é que sou o irrelevante no meio disto disto tudo. Na verdade sempre existiram outras coisas bem mais interessantes para ouvir.
É que o homem morre em 2009 mas parece que a sua carreira já tinha morrido há 20 anos atrás, e isso tem de significar alguma coisa.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

How I made millions

Estão na moda aquelas sessões de formação motivacional para yuppies como eu. Podemos às vezes pensar que são formas de tirar alguns €€€ a executivos sem imaginação. Mas às vezes resulta. Esta é a técnica que Nigel Godrich usa. Para quem não sabe Godrich é o produtor dos Radiohead e de Beck.
O conceito é simples. Quando ele não sabe o que fazer, pensa no que Trevor Horn faria. Cada um de nós podia (devia) encontrar alguém que é o guru da nossa área e pensar sempre: se ele estivesse aqui no meu lugar o que faria para ter sucesso? Simples e eficaz.
Foto via: deadairspace

Holiday songs

Acho que estas podem ser as melhores férias de sempre.
O rock em Paredes de Coura com milhares de pessoas
e esta paisagem do Alentejo só para nós.
(uma pequena compilação de Verão segue dentro de momentos)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Someday we kiss and clung together

Este disco de Beirut ao vivo é como uma boa cerveja no miradouro da Graça, contigo ao fim da tarde. Assim tão bom.

Beirut - Brazil (Live at the Music Hall of Williamsburg, 2009)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

I'm a boy and you're a girl

Amo-te. Estamos a ouvir isto e este video é para ti.

Pensando bem...

Estava agora a pensar na banda que gostaria de ter feito parte. Curiosamente, são os Faces. Acho dificil alguém pensar que o Rod Stweart é um ícone meu. Mas o principio dos anos 70 foram fabulosos com os Faces, e também a solo diga-se.
Feel good rock, como eu lhe chamaria. Dificilmente poderia estar nos Joy Division e irradiar a sua tensão intelectual ou a agressividade primária de uns Pistols. O Dylan nunca teve uma banda...
Os Faces são perfeitos. Uma grande festa do rock. Dentro e fora do palco. Um look glam e excêntrico.
Ok. Nos Clash também. Mas isso seria outra história completamente diferente. Por agora fico-me pelos Faces.

Cos there's something in a Sunday, makes a body feel alone.

Hoje é dia de vídeos. Desta vez é Beck que resolveu gravar uma versão de um dos seus discos preferidos num dia sem ensaios prévios. Com amigos claro. The Velvet Underground & Nico parece uma escolha fácil. Esta é a primeira oferta (fico a aguardar ansiosamente por Heroin ou Venus In Furs):
PS: título do post de Kris Kristofferson (Sunday Morning Coming Down).

I hope your open sign is blinking still

O meu gosto pela música de St Vincent tem sido bem documentado aqui no blog. Agora Annie aparece nas Lake Fever Sessions em formato acústico (um registo bem diferente dos seus discos). Um presente para estes dias de calor desumano que faz aqui por Lisboa. Depois digam se gostaram.

Há mais dois videos: aqui e aqui.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Back from the dead

Não bastava a onda de entusiasmo à volta do vinil, os Dirty Projectors lançaram o seu novo álbum na velhinha cassete.
Gostava de saber onde anda a cassete dos Doors que me lançou nesta cena da musica.
Alguém tem daqueles rádios com dois decks muito em voga nos anos 80? Para oferecer claro...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

(pequeno suspiro)

I've been leaning towards a life far more caring,
thrown back through the dark with your eyes as my candles

As minhas sinceras desculpas...

Este blog não está esquecido. Está meio parado porque houve outras coisas em que pensar. Agora a minha cabeça está em Alfama. Em frente ao museu do Fado. Um sitio tipicamente lisboeta que assim é invadido por um tipo que troca os v's pelos b's.
É pequeno espaço onde ficaremos juntos e felizes. Careta, eu sei. Muito careta. Mas eu também sou assim às vezes.
Para a semana chegam os vinis dos Grizzly Bear e Dirty Projectors. Dois discos que fazem de 2009 um ano de eleição em termos musicais. Também vem 4-Track Demos da PJ Harvey, um disco antigo para a colecção.
Só um pormenor! Há poucos vizinhos por isso pode haver gira-discos à vontade. Perfeito portanto.

Procurem aqui Grizzly Bear e Dirty Projectors.

terça-feira, 2 de junho de 2009

12h no coração da baixa

Sábado este inconsciente vai tar a pôr musica pertinho dos Aliados. Vai ser um evento engraçado. À parte das 18h às 19h em que eu vou estar encarregue dos pratos. Nessa hora podem vêr uma das outras actividades que estarão à acontecer e que certamente serão mais interessantes.
Já agora enquanto selecciono os discos aproveito para encaixotar tudo. Estou prestes a dizer adeus à minha casa no Porto.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Jesus don't want me for a sunbeam

Na sua coluna semanal no Seattle Weekly, Krist Novoselic fala do amor que os Nirvana tinham pelos Vaselines. Nada mais oportuno, ontem chegou a minha cópia do vinil de Enter The Vaselines, a nova compilação desta banda da Escócia.
Como muita gente, também conheci os Vaselines através dos Nirvana. Primeiro com duas versões em Incesticide e depois com Kris a tocar aquela canção com acordeão no Unplugged. Isto instigou-me a procurar a musica original e descobri uma banda algo punk mas com uma sensibilidade pop muito forte e original.
As composições deste duo são de certa forma intemporais. Passados quase 20 anos de ter sido gravada, esta música podia aparecer hoje no myspace sem parecer datada. Aliás, é inevitável a comparação com os The Pains Of Being Pure At Heart, que sendo mais abrangentes nas suas fontes de inspiração (shoegaze?), canalizam a mesma atitude de romantismo fatal com guitarras.
Já agora, os Pains vêm a Paredes de Coura este ano. São uma nova banda a acompanhar com atenção. Os Vaselines também voltaram à estrada mas Portugal não deve fazer parte dos planos.
The Vaselines - Molly's Lips (Dying For It EP, 1988)
The Pains Of Being Pure At Heart - Young Adult Friction (The Pains Of Being Pure At Heart, 2009)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

I guess you are afraid of what everyone is made of.

Nunca pensei que não fosse ter saudades do Porto. Nunca supus pensar que o meu sítio é onde nós estivéssemos os dois. É ainda mais estranho, porque não pensava assim apenas há uns meses atrás e agora dou-me conta que as coisas mudaram. Que eu mudei. Que o mundo onde vivia roda agora à tua volta.
A única coisa que ficou foram os meus discos e um punhado de amigos. Pela borda fora foi aquela vida de loucura e/ou excesso que tinha. Ok, não toda mas uma boa parte. E sinto-me bem assim. Não fujas nunca.
The Kills - Crazy (Black Balloon EP, 2009)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

I've come to wish you an unhappy birthday

Com o passar do tempo e a irritante sucessão de aniversários, às vezes dou comigo a pensar no efeito da idade na minha existência. Coisas profundas e melodramáticas. Normalmente ao som dos Smiths ou por uma banda por eles influenciada. É fácil, são como cogumelos. Há mil versões pálidas de uma das bandas mais inteligentes, e menos psicologicamente saudáveis, de sempre.
Hoje
Morrissey faz 50 anos. Com o seu último disco demonstrou que é possível ter essa idade e continuar a fazer música relevante (ao contrário de uns Stones, por exemplo). De certa forma, Morrissey é uma figura inspiradora para encarar os próximos anos com determinação. Ia escrever optimismo, mas isso nunca foi uma das suas qualidades como se sabe.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

You got a heart so big it could crush this town

Hoje tou com esta música na cabeça..

Há dois meses passou um tornado em Lisboa. Mas só eu é que vi.

Desculpem a falta de posts. A vida corre bem e (felizmente) há outras coisas que me preenchem o tempo. Não que não desfrute de reler o que escrevo aqui. São apontamentos e ideias que revisito frequentemente. É como poder reviver o dia-a-dia numa perspectiva mais crítica.
Não sei se repararam na coluna da esquerda. Ando a acrescentar alguns dos tweeters que acompanho, mais ou menos frequentemente. St. Vincent, Edward Droste dos Grizzly Bear (e se alguém sabe o da miúda dos Camera Obscura agradecia a dica). Não vejo utilidade em ter um. O que é que eu diria do meu quotidiano? A caminho do escritório, pausa para café, cut&paste, reunião com o chefe, reunião com cliente, powerpoint, excel, o windows crashou... Podia quando muito alertar para as chegadas dos meus vinis (hoje foram os Air, o primeiro de St. Vincent e Reminder da Feist, amanhã anuncia-se a chegada da compilação dos Vaselines).
Logo ponho alguma musica. Mas não sei se vou ter tempo. Afinal, hoje faz dois meses que um tornado passou por aqui. Há que celebrar.

sábado, 16 de maio de 2009

A thing that no one else has, but you and I.

Uau, a vida às vezes parece uma montanha russa. As voltas que dá. Como podemos mudar a nossa visão das coisas. Eu não sei se vamos depressa demais. Sei que é óptimo assim e que não quero que acabe nunca.

Wilco & Feist - You and I (Wilco (the album), 2009)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Réquiem pelo álbum

É curioso que passado 15 dias de receber o meu vinil de Dookie, os Green Day estejam prestes a editar um novo álbum. Lembro-me que, antes da era das compras online, me vi e desejei para ter este cd. A MTV passava Basket Case a toda a hora mas por cá não se passava nada. Corria o ano de 94 talvez. Passados estes 15 anos é surpreendente como os Green Day ainda são noticia. Tiveram a sua travessia do deserto, como qualquer politico que se preze, mas voltaram maiores do que nunca. Por muito que o som que produzem já faça parte do meu passado, Dookie é uma obra prima do punk moderno.
O que é ainda mais surpreendente é como os Green Day são, provavelmente, uma das bandas que melhor carrega a bandeira do álbum de rock. Se o single foi algo determinante nos anos 50/60, o álbum dominou o final do século XX. Não há nada que supere um conjunto de musicas unidas por um tema/espírito/som. Como Lou Reed diz nas notas de New York. Um álbum deve ser ouvido como se vê um bom filme. Na época do mp3, do ipod shuffle, do imediatismo, é interessante assistir aos Green Day a chegarem a um novo momento alto com dois álbuns conceptuais. Seguidos!
Posso parecer antiquado, quando falo disto desta forma, como o Velho do Restelo. Na verdade continuo a gostar de ouvir um disco do principio ao fim. E deixo-o crescer com várias audições. Daí a minha nova obsessão por St Vincent. Nunca é demais lembrar que ninguém gosta de Super Bock à primeira. Como sempre é preciso estudar a matéria para a entender. A música é mesmo assim. Um prazer redobrado quando se percebe a razão de gostar de alguma coisa.
St Vincent - Actor Out Of Work (Actor, 2009)