quarta-feira, 29 de outubro de 2008

(suspiro longo)

Cada dia que passa estás mais bonita. Sim, tu. Nem aqui deves vir...

Fleet Foxes - White Winter Hymnal (2008, Fleet Foxes). Disco do ano.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Let your arrow flow

Sentirmo-nos sozinhos é como viver sem música. Sem nada que nos arrepie e nos mova. Hoje estou a ouvir Sam Cooke e as suas baladas dos anos 60 trazem algum sol a um dia cinzento e chuvoso.
Especialmente Cupid. Uma canção tão simples como bonita. Mesmo sem saber o destino da seta, dou comigo a cantar:
Cupid draw back your bow
And let your arrow flow
Straight to my lover's heart for me

Sam Cooke - Cupid (single, 1961)
Amy Winehouse - Cupid (Back to Black Deluxe Edition, 2007)
PS: o original é bem melhor.

domingo, 26 de outubro de 2008

Let's talk about sex

Um professor de Religião & Moral passa o Kids na sala de aula. Fala-se de SIDA e de SEXO. Dois ou três pais escandalizam-se. Os jornais fazem eco da coisa mas a terra continua a girar.
Não sendo um filme puramentre educativo, faz mais pela prevenção da doença do que muitos sermões de Domingo. Que optam por esquecer e fechar os olhos à realidade. Como se nada acontecesse.
Links de musica removidos pelo papão. Coisas de míudos.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Digital Millennium Copyright Act, Obama mete-me lá uma cunha.

Recebi a visita informática do Mr Smith do Matrix. Pelos vistos não posso pôr online musica para cerca de 20 pessoas sacarem. É crime. Estou arrependido e só hoje vou rezar 10 Avé-Marias. Amanhã depende da hora a que acordar.
Se alguém conhecer alguma cena para colocar musicas online, e quiser partilhar comigo, óptimo. Se não continuarei a fazer como o costume. Escrever posts metafóricos e algo chatos. Eu sei o que faço.
Enquanto escrevo o meu gira-discos toca musicas de Johnny Cash. Sobre prisão claro.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Ride the big one

A minha vida parece cada vez mais uma daquelas manhãs frias dedicadas ao surf na praia de Matosinhos. Não sei como são na realidade. Não sei nada de surf. Mas passo por lá às vezes e imagino.
Nesta altura estou na crista da onda. Boas notícias profissionais. Sucesso académico. Bons amigos. Bons discos. E até tou mais magro.
Mais do que rejubilar e apreciar, aguardo com alguma apreensão o momento em que a onda se irá desfazer. Como acontece a todas as ondas. Vai ser preciso saber sair dela sem me afogar. E voltar a nadar para apanhar a próxima. A vida também é assim. Pelo menos a minha.
Como diria Notch Johnson com a sua bela mensagem de fecho: "Ride the big one!"
Pensei em colocar aqui bandas com cheiro a surf. Beach Boys (óbvio), Ramones (menos óbvio) ou Cramps (não sei bem porquê). Fica para mais logo.
(UPDATE) Aqui ficam:
Ramones - Surfin' Bird (original dos The Trashmen, Rocket to Russia, 1977)
The Cramps - Surfin' Dead (The Return of The Living Dead OST, 1985)
Beach Boys - Do It Again (20/20, 1969)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Menina Mª José recebi a sua carta

A arca onde deposito os meus discos em Lisboa contém uma carta que reza assim:

“Lisboa, 22 de Julho de 1936

Menina Mavilia,Recebi o seu postal vi o que dizia fiquei triste au ver que não bastava uma coiza para afazer sufrer senão também os dentes, estou ancióza por saber se está milhor e o que diz o médico da sua terra, pudendo ser peço á menina que me diga como vai se está milhor, que Deus queira que sim.

Maria Jozé da Costa”

Mas se sabia que esta arca, abandonada à minha porta, serviria para guardar também as minhas lembranças do vinil. Bem recentes por comparação.

Bem-haja Menina Mavilia, as melhoras do seu sincero amigo. E, já que está por aí, agradeça a arca à Menina Maria Jozé. Esta música é para V. Exas.

(A musica do Beirut foi retirada porque recebi um aviso daqueles advogados cinzentões de NY)

PS: Não tenho música de 1936. Mas a Wiki diz que neste ano em nasceu Buddy Holly. Genial.

domingo, 12 de outubro de 2008

O que é nacionalizado é bom

Não deixa de ser irónico que pelo menos numa coisa estivemos 30 anos à frente do resto do mundo. Em 75 nacionalizámos tudo o que mexia. Bush, Brown e Sarkosy chegaram atrasados. Se quiserem damos lições.
Passados uns bons vinte anos, naquele mercado que hoje é visto como o "criminoso", o culpado desta crise, deu-se a (alguns) portugueses uma amostra das virtudes do capitalismo. Fez-se dinheiro com as privatizações.
Hoje, parece que podemos estar para fechar um ciclo. O estado-providência quer segurar o buraco financeiro criado pela irresponsabilidade de um capitalismo desregulado. Por muito que se aponte o dedo aos "produtos tóxicos" que criaram toda esta situação, a questão volta sempre a ser a natureza humana. Os pecados capitais de Tomás de Aquino.
São sete, e sete se sentaram à mesa com os senhores do dinheiro. Que bela ceia para Da Vinci pintar.

Bob Dylan - Masters of War (The Freewheelin' Bob Dylan, 1963)
PS: curiosamente, no gira-discos atrás de mim Ian Curtis canta "God in wisdom took me by the hand...". Nas mãos de Deus, depois do pecado (do) capital.

sábado, 11 de outubro de 2008

Na casa de Irene, a tristeza se vai.

Este não é o melhor momento para escrever. Nem para pensar. Gosto de estar aqui e gosto deste equilíbrio de certa forma insano. Nem muita festa, nem pouca, nem solidão. É uma casa. Longe de casa.

Bob Dylan - Mississipi (Tell Tale Signs, 2008) PS: Tina, bate o Devendra todos os dias.

Dylan nunca é lembrado por nada a seguir a 75. Muito injustamente. Fez dos melhores discos dos últimos anos, três deles!... Melhor ainda que Cash no final da carreira. Dylan é mesmo intocável. Ouvir esta nova colectânea de outtakes é como encontrar uma caixa de pérolas enquanto se mergulha no mar da música.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Lookin' for the simple girl

Esta procura parece não acabar nunca... Billy Bragg põe tudo com uma frontalidade e uma pureza assustadoras.
The busy girl buys beauty, the pretty girl buys style
And the simple girl buys what she's told to buy
And sees her world through the brightly lit eyes
Um blog que visitei tinha esta frase: "On Joe Strummer's coffin, a small sticker was placed: vinyl rules". Efectivamente esta musica de Billy Bragg está no seu primeiro EP "Life's a riot with Spy vs Spy" de 1983... que tenho apenas em vinil. Por isso não há mp3.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Dazed and confused

... é este título dos Led Zeppelin que melhor se aplica aos conturbados mercados financeiros actuais. Mas esta não é a banda sonora de hoje.
Os Psychedelic Furs são uma banda que, de uma forma inteligente e inspirada, vendeu o pop à geração Joy Division. Como os Bauhaus venderam o gótico. Parece pior do que é. Porque se alguns sintetizadores, e metais, efectivamente datam a música aos idos anos 80, as canções ficam sempre. Heaven chegou em 84. Tinha 8 anos e esta melodia nunca me saiu da cabeça.
Psychedelic Furs - Heaven (Mirror Moves, 1984)

domingo, 28 de setembro de 2008

O Diabo, o Daniel e Eu

Ontem continuei a minha senda por entre documentários sobre génios da música actual. Daniel Johnston não é um nome de trazer por casa. É um prodígio musical, hiperactivo, maníaco e com uma obsessão compulsiva pelo perigo do Diabo, pela morte, por uma miúda que conhece na universidade e pelos Beatles. Nesta ordem.
O documentário The Devil and Daniel Johnston retrata uma vida guiada pela vontade de vingar no mundo musical, armado apenas com uma originalidade musical extraordinária. Pelo meio granjeando fãs como os Sonic Youth, Tom Waits, Kurt Cobain e Beck.
Que quase toda a sua obra tenha sido gravada em cassetes, distribuídas de mão-em-mão como se fossem o evangelho, parece ser o menos estranho no meio disto tudo.
Daniel é um louco. Uma loucura que também partilho em certas alturas. O isolamento, o enfado do quotidiano e a alienação do mundo real levam-no a isso. A mim também. Só que eu não sou talentoso. E sempre achei alguma piada ao Diabo, claro.
Daniel Johnston - Devil Town (?)
Daniel Johnston - Casper (Kids OST, 1995)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Os pós modernos

Ontem voltava a casa do Bairro Alto e dou de caras com Rui Reininho. Não sabia andar de metro e pediu-me indicações para o Cais do Sodré (olha a quem!). A minha amiga estrangeira não o conhecia. Tentei descrevê-lo em poucas palavras. Não sendo um erodito, só me saiu isto: "O Rui é a Amália dos anos 80". OK, 80 é redutor mas foi o que saiu. Acho que ele não gostou muito.
Perguntei onde ia: "Vou ter com uns amigos, o Flak...". "É pá, leva-me contigo", pensei. Mas não. Optei por discutir as covers que ele tocou na Casa da Música há uns meses. É mais fácil tentar mostrar o meu lado de enciclopédia musical e ocultar o meu lado fã.
"Gravei agora um disco com esses músicos", disse ele. Espero por isso. Chegado a casa apetecia-me ouvir a minha cópia de Psicopátria em vinil (que, infelizmente, está dentro de uma das caixas de discos que descansam sozinhas no meu apartamento do Porto). Em vez disso afundei-me em Meat is Murder. Acho que há algo de Morrisey na forma como o Rui canta, ou cantava. A mesma ironia nas letras, mas diferente - mais abstrata.
Ainda há referências na música portuguesa. E ainda havia óbvios sinais dos pós modernos nos olhos brilhantes e abertos do Rui de ontem à noite.
PS: Música para este post segue dentro de momentos

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Your love goes straight to my head like the first cigarette of the day

Uma cover. Primeiro subliminar e depois sublime. Como tudo o que Chan faz.

Cat Power - Wonderwall (radio session, 2008)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Os amigos de Gaspar

Falta cerca de meia hora para ser anunciado o Mercury Prize Award. O prémio que distingue o melhor album do ano por uma artista inglês. Este ano Radiohead (In Rainbows), Burial (Untrue) e Elbow (The Seldom Seen Kid) são favoritos.
Estava agora a ouvir os Last Shadow Puppets, também nomeados, e a pensar que, não fora a sombra dos Arctic Monkeys a pairar sobre a atenção dada a este duo, seria certamente um clássico da música inglesa. Não teria vergonha de se sentar à mesa com Hunky Dory. Ou com Strangeways, Here We Come. That good!
The Last Shadow Puppets - Time Has Come Again (The Age Of The Understatement, 2008)
(cerca de 30 minutos mais tarde... os Elbow são premiados. Hélas!)
Elbow - Grounds For Divorce (The Seldom Seen Kid, 2008)

O monstro precisa de amigos

Nunca estive muito na onda dos Metallica. O mais perto que estive foi na primeira metade dos anos 90 com os Soundgarden. Seriam heavy metal? Quase. Se bem que o termo foi usado originalmente para descrever a musica de Jimi Hendrix.
Tudo para dizer que preenchi uma lacuna grave e assisti a Some Kind Of Monster. O documentário/reality show protagonizado pela banda. Fiquei admirado pela crueza com que tudo é mostrado. Desde os conflitos de ego, ao terapeuta controlador, até às lágrimas de Dave Mustaine por ter sido despedido nos anos 80. Esta última cena principalmente.
Que aquele período tão conturbado tenha dado um álbum, parece-me um milagre. Verdade seja dita, foi mais um produto de Bob Rock do que do colectivo. Pena ter sido tão mau. Dos piores momentos saem muitas vezes as melhores obras-primas (please insert Closer reference here).
Juntamente com Dig! que descreve de forma muito interessante a relação credibilidade/fama ao mesmo tempo que mostra toda a insanidade de Anton Newcombe, e com I Am Trying To Break Your Heart, que aborda a influência da heroína nos Wilco e na sua música, estes documentários servem como uma trilogia indispensável para quem quer saber algo mais de música. Obrigatórios. Torrents a funcionar, já!

The Brian Jonestown Massacre - You Look Great When I'm Fucked Up (And This Is Our Music, 2003)
Jeff Tweedy - I Am Trying To Break Your Heart (bootleg acústica, 2006)
OK, recuso a hipótese de colocar Metallica aqui.

domingo, 7 de setembro de 2008

Good to be back

Já vai algum (muito) tempo sem escrever. Nem sei se a minha conta do hotlink ainda funciona. It's good to be back. Depois de passagens por Paris e Madrid e o assentar de arraial definitivo em Lisboa. Não há tempo. Nem disposição, admito.
Hoje trago um pouco de Pete Doherty. Mal amado pela cena musical fora da GB, e mais conhecido por aparecer nos tablóides, frequentemente drogado. Parece ser um daqueles músicos destinados a viver tudo a 300km/h e morrer cedo. Amy Winehouse também está na corrida.
A sua carreira é feita de tantos altos (Up The Bracket e Shotter's Nation) e baixos (Down in Albion) que mais parece uma pequena montanha russa. Estas demos acústicas parecem trazer alguma esperança a quem admira, como eu, o seu estilo de escrita musical. Referências a Kinks e Smiths chegam e sobram para mim. Para ouvir com atenção.


Pete Doherty - Crumb begging baghead (das Stookie + Jim Demos, 2007)
Pete Doherty - Unstookietitled (das Stookie + Jim Demos, 2007)
Pete Doherty - Delivery (das Stookie + Jim Demos, 2007)

PS: Eu tenho a sessão toda para quem quiser... Neste momento ouve-se Amnesiac dos Radiohead. Versão vinil de 10". Esse e Kid A. Fica a faltar Pablo Honey nesta discografia obrigatória. Havia na loja. Mas seria como trazer um pouco de arbusto enquanto que se carregam dois pinheiros centenários...

domingo, 27 de julho de 2008

A rainy night in Soho

Este é um daqueles dias em a solidão me alcança. Saber que se aproxima uma semana num qualquer quarto de hotel, à espera de passar o dia seguinte numa torre de escritórios qualquer em La Defense. Saber que aeroportos e estações de metro são sítios vazios de emoção, onde todos passam e ninguém pára pra pensar.
Passeio sozinho à chuva para refrescar a cabeça. E penso que este é um dia perigoso para pôr a rodar The Idiot ou Closer. Por isso ouço Fairytale of New York. Uma daquelas canções que me põe alegre por estar triste.
Porque também deve existir alguma beleza no fundo do poço. Só que não há luz para ver. Hoje os Pogues são a minha lanterna.
The Pogues - Fairytale Of New York (1987)
The Pogues - Sally McLennane (1985)
The Pogues - A Pair Of Brown Eyes (1985)

terça-feira, 22 de julho de 2008

Post silencioso

Atravesso a rua para o sítio onde trabalho, pego na caneta, espero. Chamo caneta a uma esferográfica vulgar, qualquer que risque me serve.
Terá sido a esferográfica que me riscou a testa com o tempo? Porque não voltas atrás e vês o que ficou escrito nela? Retratos, livros, papéis, eu a começar.
O telefone soluça como um bebé e, dentro de mim, o teu nome. Vozes de crianças por trás e tudo de súbito fácil, perfeito. Não sei bem o que digo, não sei bem o que oiço. Limito-me a afogar-me em ti como no mar.

António Lobo Antunes

PS: O apartamento onde vou viver em Lisboa foi onde morou Vitorino Nemésio, poeta e escritor, autor de Mau Tempo No Canal. Não é o fantasma de Arthur Lee ou Jimmi Hendrix, que de certo me fariam mais companhia mas para começar não está mal.

domingo, 20 de julho de 2008

There and back again.

Foi uma semana boa. Cheia de novas pessoas e novos lugares. Quase tão bom como voltar e vêr as pessoas de quem se gosta. Alguns olás de ocasião, um copo para matar saudades que ainda não existem. Outro para compôr o coração e a cabeça.
Agora tá na altura de voltar. E deixar tudo para trás. Outraz vez e outra vez. Até que não haja quase nada para deixar aqui. Nem para encontrar do lado de lá.

Jim James (My Morning Jacket) & Calexico - Goin' To Acapulco (original de Dylan, 2007)

E estar contigo foi como sentir que se calhar nos estavamos a despedir. Ou a apaixonar. Foi isso? Escolhe uma:
Jeff Buckley - I know it's over (original dos Smiths, 200?)
Death Cab For Cutie - I Will Follow You Into The Dark (Itunes Originals, 2007)

"And when i climb into an empty bed. Well... enough said. I know it's over. Still i cling."

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Ponto (quase) final

Está na hora da mudança para a capital. Como já disse antes: A new a career in a new town. Durante algum tempo não vai haver posts, nem musica. Talvez até volte com um blog novo. Título já existe.
Como ponto (quase) final deixo-vos ficar com cinco musicas absolutamente imprescindíveis. Escolhas óbvias e sem grandes surpresas. Assim espero.
Bob Dylan: Like a rolling stone (1965). A minha obsessão por Dylan começou há 12/13 anos. E ainda continuo, diáriamente, a tentar assimilar a sua obra. Como quem lê a Bíblia todos os dias. Há tantos períodos diferentes, tantas sonoridades, que acho que podia passar a vida toda a ouvi-lo. E é isso que faço.
Joy Division: Love will tear us appart (1980). O meu irmão é que me mostrou os Joy Division. Aliás foi ele que criou as bases para eu poder conhecer, e gostar, de toda a música que ouço hoje. Doors... Pistols... Bauhaus... Clash... Lou Reed... a Rádio Cultura nos anos 80... A partir daí podia ouvir tudo. E foi um pouco o que fiz.
David Bowie: Ziggy Stardust (1972). A primeira musica de Bowie de que lembro é Blue Jean e do teledisco, hoje um pouco patético, dele no palco com o holofote. Tinha 8 ou 9 anos talvez? Em 91 comprei um colectânea de Bowie num aeroporto na Bélgica. Trazia todos os clássicos e foi o início de um casamento. Gostei logo do período glam. E mais tarde dos discos de Berlim.
Beach Boys - God only knows (1966). O meu amigo Ricardo tinha uma colectânea dos Beach Boys em vinil. Tinhamos 12 anos talvez. É claro que a musica do surf, dos carros e das miúdas era apelativa. Mais tarde comprei Pet Sounds. Um daqueles discos que aparece no top 10 em todas as listas dos melhores de sempre. É um monumento à escrita e à produção musical. Fez os Beatles escreverem Sgt Peppers.
Adriano Correia de Oliveira - Canção com lágrimas (1970). O meu pai fazia-nos ouvir penosas sessões de fado de Coimbra nas longas viagens para a Régua. No tempo em que demorava 3 ou 4 horas a passar as intermináveis curvas do Marão. Nunca liguei muito à musica mas algo deve ter ficado. A verdade é que enquanto andei na faculdade me embrenhei bastante no fado e seguidamente nas baladas e na canção de intervenção. As obras de Adriano e Zeca são da melhor musica portuguesa de sempre. Mas, neste mundo politicamente correcto, é sempre mais fácil, e conveniente, glorificar pessoas sem opiniões e sem ideologia. Vide as Amálias e Eusébios deste mundo...
Isto é um pouco da minha história. Esta, ou outra diferente, segue dentro de momentos. Até já.