domingo, 12 de outubro de 2008

O que é nacionalizado é bom

Não deixa de ser irónico que pelo menos numa coisa estivemos 30 anos à frente do resto do mundo. Em 75 nacionalizámos tudo o que mexia. Bush, Brown e Sarkosy chegaram atrasados. Se quiserem damos lições.
Passados uns bons vinte anos, naquele mercado que hoje é visto como o "criminoso", o culpado desta crise, deu-se a (alguns) portugueses uma amostra das virtudes do capitalismo. Fez-se dinheiro com as privatizações.
Hoje, parece que podemos estar para fechar um ciclo. O estado-providência quer segurar o buraco financeiro criado pela irresponsabilidade de um capitalismo desregulado. Por muito que se aponte o dedo aos "produtos tóxicos" que criaram toda esta situação, a questão volta sempre a ser a natureza humana. Os pecados capitais de Tomás de Aquino.
São sete, e sete se sentaram à mesa com os senhores do dinheiro. Que bela ceia para Da Vinci pintar.

Bob Dylan - Masters of War (The Freewheelin' Bob Dylan, 1963)
PS: curiosamente, no gira-discos atrás de mim Ian Curtis canta "God in wisdom took me by the hand...". Nas mãos de Deus, depois do pecado (do) capital.

sábado, 11 de outubro de 2008

Na casa de Irene, a tristeza se vai.

Este não é o melhor momento para escrever. Nem para pensar. Gosto de estar aqui e gosto deste equilíbrio de certa forma insano. Nem muita festa, nem pouca, nem solidão. É uma casa. Longe de casa.

Bob Dylan - Mississipi (Tell Tale Signs, 2008) PS: Tina, bate o Devendra todos os dias.

Dylan nunca é lembrado por nada a seguir a 75. Muito injustamente. Fez dos melhores discos dos últimos anos, três deles!... Melhor ainda que Cash no final da carreira. Dylan é mesmo intocável. Ouvir esta nova colectânea de outtakes é como encontrar uma caixa de pérolas enquanto se mergulha no mar da música.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Lookin' for the simple girl

Esta procura parece não acabar nunca... Billy Bragg põe tudo com uma frontalidade e uma pureza assustadoras.
The busy girl buys beauty, the pretty girl buys style
And the simple girl buys what she's told to buy
And sees her world through the brightly lit eyes
Um blog que visitei tinha esta frase: "On Joe Strummer's coffin, a small sticker was placed: vinyl rules". Efectivamente esta musica de Billy Bragg está no seu primeiro EP "Life's a riot with Spy vs Spy" de 1983... que tenho apenas em vinil. Por isso não há mp3.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Dazed and confused

... é este título dos Led Zeppelin que melhor se aplica aos conturbados mercados financeiros actuais. Mas esta não é a banda sonora de hoje.
Os Psychedelic Furs são uma banda que, de uma forma inteligente e inspirada, vendeu o pop à geração Joy Division. Como os Bauhaus venderam o gótico. Parece pior do que é. Porque se alguns sintetizadores, e metais, efectivamente datam a música aos idos anos 80, as canções ficam sempre. Heaven chegou em 84. Tinha 8 anos e esta melodia nunca me saiu da cabeça.
Psychedelic Furs - Heaven (Mirror Moves, 1984)

domingo, 28 de setembro de 2008

O Diabo, o Daniel e Eu

Ontem continuei a minha senda por entre documentários sobre génios da música actual. Daniel Johnston não é um nome de trazer por casa. É um prodígio musical, hiperactivo, maníaco e com uma obsessão compulsiva pelo perigo do Diabo, pela morte, por uma miúda que conhece na universidade e pelos Beatles. Nesta ordem.
O documentário The Devil and Daniel Johnston retrata uma vida guiada pela vontade de vingar no mundo musical, armado apenas com uma originalidade musical extraordinária. Pelo meio granjeando fãs como os Sonic Youth, Tom Waits, Kurt Cobain e Beck.
Que quase toda a sua obra tenha sido gravada em cassetes, distribuídas de mão-em-mão como se fossem o evangelho, parece ser o menos estranho no meio disto tudo.
Daniel é um louco. Uma loucura que também partilho em certas alturas. O isolamento, o enfado do quotidiano e a alienação do mundo real levam-no a isso. A mim também. Só que eu não sou talentoso. E sempre achei alguma piada ao Diabo, claro.
Daniel Johnston - Devil Town (?)
Daniel Johnston - Casper (Kids OST, 1995)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Os pós modernos

Ontem voltava a casa do Bairro Alto e dou de caras com Rui Reininho. Não sabia andar de metro e pediu-me indicações para o Cais do Sodré (olha a quem!). A minha amiga estrangeira não o conhecia. Tentei descrevê-lo em poucas palavras. Não sendo um erodito, só me saiu isto: "O Rui é a Amália dos anos 80". OK, 80 é redutor mas foi o que saiu. Acho que ele não gostou muito.
Perguntei onde ia: "Vou ter com uns amigos, o Flak...". "É pá, leva-me contigo", pensei. Mas não. Optei por discutir as covers que ele tocou na Casa da Música há uns meses. É mais fácil tentar mostrar o meu lado de enciclopédia musical e ocultar o meu lado fã.
"Gravei agora um disco com esses músicos", disse ele. Espero por isso. Chegado a casa apetecia-me ouvir a minha cópia de Psicopátria em vinil (que, infelizmente, está dentro de uma das caixas de discos que descansam sozinhas no meu apartamento do Porto). Em vez disso afundei-me em Meat is Murder. Acho que há algo de Morrisey na forma como o Rui canta, ou cantava. A mesma ironia nas letras, mas diferente - mais abstrata.
Ainda há referências na música portuguesa. E ainda havia óbvios sinais dos pós modernos nos olhos brilhantes e abertos do Rui de ontem à noite.
PS: Música para este post segue dentro de momentos

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Your love goes straight to my head like the first cigarette of the day

Uma cover. Primeiro subliminar e depois sublime. Como tudo o que Chan faz.

Cat Power - Wonderwall (radio session, 2008)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Os amigos de Gaspar

Falta cerca de meia hora para ser anunciado o Mercury Prize Award. O prémio que distingue o melhor album do ano por uma artista inglês. Este ano Radiohead (In Rainbows), Burial (Untrue) e Elbow (The Seldom Seen Kid) são favoritos.
Estava agora a ouvir os Last Shadow Puppets, também nomeados, e a pensar que, não fora a sombra dos Arctic Monkeys a pairar sobre a atenção dada a este duo, seria certamente um clássico da música inglesa. Não teria vergonha de se sentar à mesa com Hunky Dory. Ou com Strangeways, Here We Come. That good!
The Last Shadow Puppets - Time Has Come Again (The Age Of The Understatement, 2008)
(cerca de 30 minutos mais tarde... os Elbow são premiados. Hélas!)
Elbow - Grounds For Divorce (The Seldom Seen Kid, 2008)

O monstro precisa de amigos

Nunca estive muito na onda dos Metallica. O mais perto que estive foi na primeira metade dos anos 90 com os Soundgarden. Seriam heavy metal? Quase. Se bem que o termo foi usado originalmente para descrever a musica de Jimi Hendrix.
Tudo para dizer que preenchi uma lacuna grave e assisti a Some Kind Of Monster. O documentário/reality show protagonizado pela banda. Fiquei admirado pela crueza com que tudo é mostrado. Desde os conflitos de ego, ao terapeuta controlador, até às lágrimas de Dave Mustaine por ter sido despedido nos anos 80. Esta última cena principalmente.
Que aquele período tão conturbado tenha dado um álbum, parece-me um milagre. Verdade seja dita, foi mais um produto de Bob Rock do que do colectivo. Pena ter sido tão mau. Dos piores momentos saem muitas vezes as melhores obras-primas (please insert Closer reference here).
Juntamente com Dig! que descreve de forma muito interessante a relação credibilidade/fama ao mesmo tempo que mostra toda a insanidade de Anton Newcombe, e com I Am Trying To Break Your Heart, que aborda a influência da heroína nos Wilco e na sua música, estes documentários servem como uma trilogia indispensável para quem quer saber algo mais de música. Obrigatórios. Torrents a funcionar, já!

The Brian Jonestown Massacre - You Look Great When I'm Fucked Up (And This Is Our Music, 2003)
Jeff Tweedy - I Am Trying To Break Your Heart (bootleg acústica, 2006)
OK, recuso a hipótese de colocar Metallica aqui.

domingo, 7 de setembro de 2008

Good to be back

Já vai algum (muito) tempo sem escrever. Nem sei se a minha conta do hotlink ainda funciona. It's good to be back. Depois de passagens por Paris e Madrid e o assentar de arraial definitivo em Lisboa. Não há tempo. Nem disposição, admito.
Hoje trago um pouco de Pete Doherty. Mal amado pela cena musical fora da GB, e mais conhecido por aparecer nos tablóides, frequentemente drogado. Parece ser um daqueles músicos destinados a viver tudo a 300km/h e morrer cedo. Amy Winehouse também está na corrida.
A sua carreira é feita de tantos altos (Up The Bracket e Shotter's Nation) e baixos (Down in Albion) que mais parece uma pequena montanha russa. Estas demos acústicas parecem trazer alguma esperança a quem admira, como eu, o seu estilo de escrita musical. Referências a Kinks e Smiths chegam e sobram para mim. Para ouvir com atenção.


Pete Doherty - Crumb begging baghead (das Stookie + Jim Demos, 2007)
Pete Doherty - Unstookietitled (das Stookie + Jim Demos, 2007)
Pete Doherty - Delivery (das Stookie + Jim Demos, 2007)

PS: Eu tenho a sessão toda para quem quiser... Neste momento ouve-se Amnesiac dos Radiohead. Versão vinil de 10". Esse e Kid A. Fica a faltar Pablo Honey nesta discografia obrigatória. Havia na loja. Mas seria como trazer um pouco de arbusto enquanto que se carregam dois pinheiros centenários...

domingo, 27 de julho de 2008

A rainy night in Soho

Este é um daqueles dias em a solidão me alcança. Saber que se aproxima uma semana num qualquer quarto de hotel, à espera de passar o dia seguinte numa torre de escritórios qualquer em La Defense. Saber que aeroportos e estações de metro são sítios vazios de emoção, onde todos passam e ninguém pára pra pensar.
Passeio sozinho à chuva para refrescar a cabeça. E penso que este é um dia perigoso para pôr a rodar The Idiot ou Closer. Por isso ouço Fairytale of New York. Uma daquelas canções que me põe alegre por estar triste.
Porque também deve existir alguma beleza no fundo do poço. Só que não há luz para ver. Hoje os Pogues são a minha lanterna.
The Pogues - Fairytale Of New York (1987)
The Pogues - Sally McLennane (1985)
The Pogues - A Pair Of Brown Eyes (1985)

terça-feira, 22 de julho de 2008

Post silencioso

Atravesso a rua para o sítio onde trabalho, pego na caneta, espero. Chamo caneta a uma esferográfica vulgar, qualquer que risque me serve.
Terá sido a esferográfica que me riscou a testa com o tempo? Porque não voltas atrás e vês o que ficou escrito nela? Retratos, livros, papéis, eu a começar.
O telefone soluça como um bebé e, dentro de mim, o teu nome. Vozes de crianças por trás e tudo de súbito fácil, perfeito. Não sei bem o que digo, não sei bem o que oiço. Limito-me a afogar-me em ti como no mar.

António Lobo Antunes

PS: O apartamento onde vou viver em Lisboa foi onde morou Vitorino Nemésio, poeta e escritor, autor de Mau Tempo No Canal. Não é o fantasma de Arthur Lee ou Jimmi Hendrix, que de certo me fariam mais companhia mas para começar não está mal.

domingo, 20 de julho de 2008

There and back again.

Foi uma semana boa. Cheia de novas pessoas e novos lugares. Quase tão bom como voltar e vêr as pessoas de quem se gosta. Alguns olás de ocasião, um copo para matar saudades que ainda não existem. Outro para compôr o coração e a cabeça.
Agora tá na altura de voltar. E deixar tudo para trás. Outraz vez e outra vez. Até que não haja quase nada para deixar aqui. Nem para encontrar do lado de lá.

Jim James (My Morning Jacket) & Calexico - Goin' To Acapulco (original de Dylan, 2007)

E estar contigo foi como sentir que se calhar nos estavamos a despedir. Ou a apaixonar. Foi isso? Escolhe uma:
Jeff Buckley - I know it's over (original dos Smiths, 200?)
Death Cab For Cutie - I Will Follow You Into The Dark (Itunes Originals, 2007)

"And when i climb into an empty bed. Well... enough said. I know it's over. Still i cling."

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Ponto (quase) final

Está na hora da mudança para a capital. Como já disse antes: A new a career in a new town. Durante algum tempo não vai haver posts, nem musica. Talvez até volte com um blog novo. Título já existe.
Como ponto (quase) final deixo-vos ficar com cinco musicas absolutamente imprescindíveis. Escolhas óbvias e sem grandes surpresas. Assim espero.
Bob Dylan: Like a rolling stone (1965). A minha obsessão por Dylan começou há 12/13 anos. E ainda continuo, diáriamente, a tentar assimilar a sua obra. Como quem lê a Bíblia todos os dias. Há tantos períodos diferentes, tantas sonoridades, que acho que podia passar a vida toda a ouvi-lo. E é isso que faço.
Joy Division: Love will tear us appart (1980). O meu irmão é que me mostrou os Joy Division. Aliás foi ele que criou as bases para eu poder conhecer, e gostar, de toda a música que ouço hoje. Doors... Pistols... Bauhaus... Clash... Lou Reed... a Rádio Cultura nos anos 80... A partir daí podia ouvir tudo. E foi um pouco o que fiz.
David Bowie: Ziggy Stardust (1972). A primeira musica de Bowie de que lembro é Blue Jean e do teledisco, hoje um pouco patético, dele no palco com o holofote. Tinha 8 ou 9 anos talvez? Em 91 comprei um colectânea de Bowie num aeroporto na Bélgica. Trazia todos os clássicos e foi o início de um casamento. Gostei logo do período glam. E mais tarde dos discos de Berlim.
Beach Boys - God only knows (1966). O meu amigo Ricardo tinha uma colectânea dos Beach Boys em vinil. Tinhamos 12 anos talvez. É claro que a musica do surf, dos carros e das miúdas era apelativa. Mais tarde comprei Pet Sounds. Um daqueles discos que aparece no top 10 em todas as listas dos melhores de sempre. É um monumento à escrita e à produção musical. Fez os Beatles escreverem Sgt Peppers.
Adriano Correia de Oliveira - Canção com lágrimas (1970). O meu pai fazia-nos ouvir penosas sessões de fado de Coimbra nas longas viagens para a Régua. No tempo em que demorava 3 ou 4 horas a passar as intermináveis curvas do Marão. Nunca liguei muito à musica mas algo deve ter ficado. A verdade é que enquanto andei na faculdade me embrenhei bastante no fado e seguidamente nas baladas e na canção de intervenção. As obras de Adriano e Zeca são da melhor musica portuguesa de sempre. Mas, neste mundo politicamente correcto, é sempre mais fácil, e conveniente, glorificar pessoas sem opiniões e sem ideologia. Vide as Amálias e Eusébios deste mundo...
Isto é um pouco da minha história. Esta, ou outra diferente, segue dentro de momentos. Até já.

terça-feira, 8 de julho de 2008

A midsummer night's dream (parte II)

Banda sonora do sonho de um novo encontro. Sempre adiado. Mas desejado em segredo. Por ti também.

Kings of Convenience - I'd rather dance with you (2004)
Grant Lee Philips - Flaming' Shoe (2002)
Flaming Lips - Do you realize? (2002)

"Do You Realize? That you have the most beautiful face.
Do You Realize? We're floating in space.
And instead of saying all of your goodbyes
Let them know you realize that life goes fast."

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Sound of silver talk to me

makes you want to feel like a teenager
until you remember the feelings of
a real life emotion of teenager
then you think again

Aquele concerto dos LCD Soundsystem na Casa da Música foi inesquecível. Ainda tenho o alinhamento e o bilhete guardado numa qualquer compilação da DFA.
Hoje ficam aqui duas covers muito bem conseguidas. Uma do semideus John Cale com All my friends e uma versão dos LCD Soundsystem para No love lost dos Joy Division. E, enquanto fujo para não me cair o céu em cima da cabeça, digo que esta ultima consegue ser melhor que o original.
Só para não ficar com a ideia que apenas falo de musica relativamente antiga (referências aos Joy Division e aos Velvet Underground são um lugar-comum), deixo também os MGMT (management para os amigos). Electric Feel é um single que se estranha, entranha e dança. Lembra os Chic mas ninguém se importa.

LCD Soundsystem - No Love Lost (original dos Joy Division, 2007)
John Cale - All my friends (original dos LCD Soundsystem, 2007)
MGMT - Electric Feel (2008)
PS: Sim, ainda guardo remorsos de não ter comprado este single em Londres o ano passado. Aliás, havia dois, um outro com a versão dos Franz Ferdinand. Mas a de Cale é melhor.

domingo, 6 de julho de 2008

Just what is it that you want to do?

We wanna be free
We wanna be free to do what we wanna do
And we wanna get loaded

Os Primal Scream sempre foram um grupo dicotómico na sua produção musical. Por um lado fazem discos de base rock e techno/dance/psicadélica veja-se o imprescindível Screamadelica, Vanishing Point (título baseado numa canção dos New Order) e o genial XTRMNTR . Por outro, tentam determinadamente regravar Exile on main street, com resultados menos bons, veja-se Give Out But Don't Give Up e o último, Riot City Blues.
Neste novo disco a editar em 2008, Beautiful Future, tentam conciliar estas duas facetas de personalidade. Os resultados são bons e quase o conseguem. Não só porque vão buscar o swagger das influências rock dos 70's, como aproveitam a batida dançável dos seus melhores momentos. Não será certamente um sucesso internacional mas é uma boa forma de continuar a construção de um grande percurso musical, já de si bastante acidentado.

Primal Scream - Beautiful future
Primal Scream - Can't go back
Primal Scream - The glory of love
Estas músicas são apenas promos, daí o fader lá para o fim de cada canção. Se querem mesmo, comprem quando sair!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A midsummer night's dream

Não sei o que Shakespeare tinha em mente, nem ao certo se ele existiu, mas se houvesse uma banda sonora seria certamente como a nossa... Uma noite de sonho. Mesmo.

Cat Power - The Greatest (2006)
Nick Cave - Into my arms (1997)
Marvin Gaye - Let's get it on (1973)

terça-feira, 1 de julho de 2008

Tom Waits já foi a Fátima

Por isso todos podemos ir lá e prestar-lhe devoção. Uma entrevista genial em que ele coloca e responde a todas as questões.
Q: What remarkable things have you found in unexpected places?
6. Most gift shops: Fatima, Portugal.
Tom Waits é unico. O resto é conversa. A entrevista completa. Aqui.
Tom Waits - Blind Love (1985)

In the time of chimpanzees I was a monkey.

Desde Looser que Beck é uma referência incontornável da musica americana. Este novo disco, do qual já existem três musicas disponíveis na net, mostra um Beck com alusões à sonoridade psicadélica dos anos 60 e deixa no ar a ideia de que Modern Guilt pode bem ser um dos discos do ano.
A mão de Danger Mouse (Gnarls Barkley, Gorillaz, Black Keys entre outros) vem dar novas dimensões ao som de Beck, sem tocar no estilo próprio que vem da anterior discografia. Mais uma produção soberba.
Pena a tour de Beck só vir uma vez este ano a Portugal, seria um espectáculo a não perder de nenhuma forma.

Beck - Orphans
Beck - Gamma Ray (LINK CORRIGIDO!!!)
Beck - Chemtrails (tudo de Modern Guilt a sair em Julho)
BONUS: The Jimi Hendrix Experience - May This Be Love (1967)
"Waterfall
Dont ever change your ways
Fall with me for a million days
Oh, my waterfall"

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Show me the way to the next whisky bar

Eis que é chegada a colecção de vinil dos Doors. Directamente dos EUA. Aqui ainda não saiu.
Uma caixa que reúne os seis discos de estudio nas capas originais e em vinil de 180gr (mais uma edição do primeiro disco na versão mono original). A caixa imita a pele de crocodilo que Jim Morrison imortalizou naquele fato que tanto usava e nunca lavava. Musica para os meus ouvidos. Literalmente.
Esta discografia brilhante não vai parar tão cedo de rodar no meu pequeno
Vestax Portátil. Desde os 9 anos que sou um devoto dos Doors e estas musicas fazem parte do meu crescimento. Talvez por isso tenha ficado nos 16.

"Before you slip into unconsciousness
I'd like to have another kiss
Another flashing chance at bliss
Another kiss"


The Doors - Crystal Ship (1967)

The Doors - Alabama Song (1970, do Absolutely Live, a minha primeira cassete original)
The Doors - Love Her Madly (1971)

PS: É claro que ontem me deixaste mais uma vez perdido. De todas as maneiras que me podia perder.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Capitão Romance

A mudança. Again. Não me sai desta baralhada cabeça. Agora pego nas palavras de Manel Cruz nos tempos dos Ornatos Violeta.

Parto rumo à maravilha
Rumo à dor que houver pra vir
Se eu encontrar uma ilha
Paro pra sentir
E dar sentido à viagem
Pra sentir que eu sou capaz
Se o meu peito diz coragem
Volto a partir em paz

Ornatos Violeta - Capitão Romance (1999, com Gordon Gano dos Violent Femmes)

PS: Gostava de ser o teu Capitão Romance e navegar, nessa jangada de dois, pelo mares salgados do desejo.

sábado, 21 de junho de 2008

Your summer dream (and mine).

"i never thought tonight could ever be
this close to me." mas foi.

The Cure - Close to me (1985)
The Beach Boys - Your summer dream (1963)

Nas palavras de Adrian Borland:
"i can see a distant victory
a time when you will be with me"

The Sound - Total recall (1986)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

A new career in a new town

Poucos posts mas muitas mudanças. Muito em que pensar e decidir. A escolha está feita. Moving on.
Hoje o tema é a tomada de novos rumos. Algo de que temos que nos começar a mentalizar melhor. A nossa cultura é avessa a mudanças drásticas. A cultura da Europa do Sul está, por tradição, presa à disciplina católica e sempre deprimida na sua ambição. O abismo está à frente e temos que dar o salto ou podemos cair. Mesmo que não cheguemos ao lado de lá, pelo menos tentamos.
David Bowie e Brian Eno deram o titulo ao post. "A new career in a new town" é um tema instrumental do album Low, de 1977. Um dos meus preferidos de Bowie. Não bastasse um dos outros temas, Warsawa, ter dado o primeiro nome aos Joy Division.
Na área folk a mudança é um lugar-comum. Os americanos têm dois temas para canções: a estrada e o amor teenager. O resto são variações em Dó menor. Quem melhor para dizer isto do que a alma mater da musica americana, Bob Dylan.
Aqui fica a banda sonora destes novos desafios:
David Bowie - A new career in a new town (1977)
Bob Dylan - Paths of victory (gravada em 1963 mas só publicada em 1991)

PS: Paths of victory também era o hino não-oficial da selecção nacional mas disso é melhor nem falar...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

I want a riot. A riot of my own.

Cada vez mais manifestações... bloqueios... o custo de vida a aumentar. Sente-se uma tensão social em Portugal como nunca tinha sentido ao longo dos meus, também já longos, trinta e dois anos. Inquetação e receio do que o futuro ainda pode trazer.
Acima de tudo, parece ser um sentimento de frustação o que domina. Frustados pela impunidade e pelas desigualdades. Por se fazer um curso que não leva a lado nenhum a não ser ao call-centre do costume. Por se tentar produzir alguma coisa e acabar com menos do que antes. Por já ter recebido cinquenta chamadas do banco a lembrar a prestação em atraso...
Nimguém parece estar inocente no meio disto tudo. Somos pouco produtivos e menos empreendedores. O Estado gasta muito e mal gasto. A Europa, em tempos um oásis, cada vez mais parece querer deixar-nos pendurados no deserto. Um beco sem saída em que somos (sou) tão fatalistas como o nosso fado.
Musicalmente, nimguém foi capaz de canalizar este sentimento como Joe Strummer. O querer mudar o mundo e não conseguir. Não sei se somos o mesmo país que o Reino Unido era no final dos anos 70. Mas o feeling está lá.
Certo é que o D. Sebastião não virá numa manhã de nevoeiro por aí fora a fazer guerra aos especuladores da gasolina. E mesmo que venha não sei se somos país para ir com ele. Afinal ainda não acabou o Euro. E tenho que ir atestar o carro, há que ir festejar prá baixa o próximo golo do Ronaldo...
Joe R.I.P.

The Clash - White Riot (1977)
The Clash - Safe European Home (1978)
The Clash - Know Your Rights (1982)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

You don't need to bring God into this

Jacob Dylan já tinha feito alguma coisas muito boas antes, com os Wallflowers. Este ano edita um disco a solo acústico que demonstra, mais uma vez, que filho de peixe sabe nadar. Já não aparece tanto na sombra de Springsteen e adquire um som mais próprio.
Fruto do casamento de Bob e Sara (em I'm not there protagonizado por Heath Ledger e pela bela Charlotte Gainsbourg), finalmente acaba com a timidez face à sua (brilhante e pesada) herança familiar. Eu também segui as pisadas de alguém com sucesso e sei o que isso é.
Ele próprio lembra, numa entrevista que li há muito tempo, que um dia pediu ao pai para aprender a tocar guitarra. No dia seguinte aparece um guitarrista com três dedos na mão para lhe ensinar o básico... mais um daqueles gestos enigmáticos do génio a quem costumo chamar Deus. Para o outro Deus é como um elogio.

The Wallflowers - One headlight (1996)
Jacob Dylan - Evil is alive and well (Junho 2008)
Jacob Dylan - Something good this way comes (Junho 2008)
PS: Imagino que ficas muito Pretty in (your) pink (pijama)!

domingo, 8 de junho de 2008

Your love gets sweeter every day

No meio daquela exposição de vinil em Serralves estava hipnotizado por estares ali comigo. Mais feliz por isso do que por estar ao lado duma edição original do White Album dos Beatles ou do primeiro disco dos Velvet Underground (que por acaso aparece datado de 1971, um erro crasso).
Foi delicioso. Tudo. Ao seguirmos para o carro com o sol já muito lá em cima, estava a pensar que não era possível estar num sitio melhor. Não era mesmo. Uma noite perfeita.

Leonard Cohen - Suzanne (1967)
Finley Quaye - Your love gets sweeter (1997)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

You and me we're gonna drive ourselves outta this town

Queria fugir contigo... como naqueles road movies de Hollywood.
De motel em motel até eu te salvar das garras do assassino no chuveiro...
E no fim davamos um beijo apaixonado como nunca nimguém deu.
Nem no Casablanca (eu já tenho o meu chapéu).

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Se...

Se a vida pesasse menos 100kg não seria um fardo tão grande. O meu gira-discos andava sempre comigo a tocar os meus singles dos Clash. E o Rain Dogs do Tom Waits estava mais tempo guardado.
Se cabeça fosse amovível. Deixava-a em casa mais vezes. Na gaveta dos legumes, no frigorifico.
Se muitos vícios fossem poucas virtudes. Criar-se-ia um culto à minha volta e a minha colecção de musica seria o meu evangelho.
Se tudo fosse mais simples, havias de saber o que fazer comigo.


PS: Morreu Bo Diddley. Era enorme. Ainda é. Crackin' Up e I'm Bad. Mesmo a calhar com o resto do post.

domingo, 1 de junho de 2008

Casa das Tortas

Sexta à noite a Casa da Música teve grandes concertos. Os Young Marble Giants foram irrepreensiveis. Os Vampire Weekend puseram muita gente a dançar. Os These New Puritans mostraram uma energia cujo disco não auspiciava.
No entanto, não fosse a indesejável organização, cuja burocracia foi típicamente copiada de uma repartição de finanças, a coisa poderia ter sido ainda melhor.
- "Não pode tirar fotos".
- "Não pode gritar para o palco nem dançar nestas cadeiras desconfortáveis."
- "Se quer beber tem de preencher a requisição no 2º andar."
- "A requisição branca só serve no bar 2 e 4. Para o bar 5 e 6 é uma azul."
- "Por favor aninhe-se ai à frente do palco enquanto encontro o seu lugar nestas filas de cadeiras de numeros imperceptiveis no escuro". A isto eu assisti.
Isto não é rock'n'roll. É suicidio. Dizia o Bowie.
Às vezes não sabemos se estamos a ver concertos rock ou se estamos na loja de porcelanas. A casa é da musica da mesma maneira que a Casa das Tortas é dos pasteis de chaves. O nome não diz sempre tudo.

Esta semana a colheita de discos de vinil trouxe:
- Murmur e Reckoning dos REM (1983 e 1984 respectivamente)
- Bona Drag de Morrisey (1990)
- Franks Wild Years de Tom Waits (1987)
- Close To The Bone dos Tom Tom Club (1983)
- Speaking in Tongues dos Talking Heads (1983)
- Power Corruption & Lies dos New Order (1983)
- The Stone Roses dos Stone Roses (1989)
- Sound Affects dos Jam (1980)
Discos da Retroparadise e daquela loja fantástica do Chico no 1º andar do Artes em Partes.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

We all live in a yellow submarine.

Sentir que tudo à nossa volta pode ruir a qualquer momento ou que podemos ser felizes sem fim. Tudo ou nada. Ter receio da mudança mesmo quando é inevitável.
Os Submarines são uma banda pop. Com gosto. Há cada vez mais gente assim. Ou isso, ou sou eu que começo a amolecer com a idade. Veja-se o post com a cover de Borderline de Madonna.
Hoje só vou ouvir Clash e Pistols. E vou esconder os vinis dos Smiths. Mas só por um dia.
PS: Ontem a Cat Power foi saboroso e encorpado como um bom tinto velho, bebido numa cave fria cheia de amigos. Soberbo.

Os submarinos navegam por aqui.

domingo, 25 de maio de 2008

On a lighter note...

O hip-hop manda na musica. Especialmente o hip-hop de qualidade.
Os Cool Kids lembram um cruzamento entre os Neptunes e os jovens Beastie Boys.
Muito bom. Aqui. E ali.
E o sample de Pump Up The Volume ajuda. Bem-vindos.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Tu que não sabes... (my aim is true)

Eu também não sei... que já sabia desde o primeiro dia.
Se alguma vez aqui vieres.
Só para ti. Esta.
Dizia o Elvis Costello nos anos 70. "Oh, Alison, my aim is true."

Who the fuck is David Watts?

Quem não percebe o meu (pouco) estilo nunca ouviu os Jam.
E já agora os Specials ou o Elvis Costello.
A verdadeira inspiração vem dos originais.
Não que Shotter's Nation me tenha passado ao lado. Muito pelo contrário.
Um look Mod, uma filosofia Punk, um ouvido (ou dois) no New Wave. Sou eu.

Simplesmente genial e irrepetivel: "David Watts" (cover dos Kinks). Aqui. E "That's Entertainment". Aqui.

sábado, 17 de maio de 2008

Lights going out and a kick in the balls. That's entertainment.

Na série de versões com mais ou menos sucesso que aqui tenho posto, aqui vão mais duas.
Kate Nash com "I'm not gonna teach your boyfriend how to dance with you" dos Black Kids. Uma das melhores canções do ano passado. Aqui.
E esta ENORME versão dos Jam. Pretty Green por Mark Ronson e Santogold. O produtor e a cantora du jour. Aqui.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

We met when we were at school.

O Ricardo foi meu amigo dos 11 aos 13. Faltavamos às aulas no 8º ano pra ouvir musica. Ele tinha uma cópia de Give Em' Enough Rope. E adorávamos esta canção. Como todas as amizades daquela altura, deixamos de andar juntos quando mudei de escola. Passado algum tempo soube que tinha morrido. Senti-me um pouco mais sozinho. Foram tempos que não esquecerei mais.
Às vezes sinto uma certa nostalgia desses tempos em que ser punk era como ser de uma tribo. E cada um tinha a sua. Agora os miudos são cópias xerox uns dos outros. Dos Morangos.
Mas a música ficou. Para ti. Onde quer que estejas, espero que tenhas os discos dos Clash contigo. Stayfree.
PS: Sim, esta é mais uma cover. Soa a Billy Bragg a tocar Clash.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

E eu mais só estou.

Este blog tem-se tornado numa mina de covers mais ou menos interessantes. Cá vai mais uma. Adele com Last Nite dos Strokes. Gravada para a BBC.
Interessante. Aqui.
Esta é uma versão de Walk On The Wild Side de Jesse Malin. "Sugar plum fairy came and hit the streets".
Muito interessante. Aqui.
PS: Esta versão de Mansion on the hill, de Springsteen é deliciosamente interpretada pelos The National. Aqui.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Massive Attack

Em 2007. Beirut inventa a Elephant Gun. Aqui.
E os Spoon sabem k tens a Cherry Bomb. Ali.
Mas não há exércitos que me ponham a salvo.
De mim. E de pensar em ti.

terça-feira, 13 de maio de 2008

The milkman of human kindness (back from a coldass convention).

Um belissimo momento reggae/dub de Santogold (um b-side). Aqui.
O single - L.E.S. Artistes. Ali.
E que grande disco! Imperdível. Talvez ainda por aqui.

sábado, 10 de maio de 2008

Everyone loves you. But you should only love me back.

Transformas o meu dia-a-dia de Unknown Pleasures na alegria de Parallel Lines.
E talvez sejas minha. One way or another.
Jose Gonzales. O single Teardrop (cover dos Massive Attack). Aqui.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Recordar é viver II: O barco de Chanquete

Esta musica dos Peter Bjorn & John faz-me lembrar o Verão Azul.
Eu sei. Estranho e desprovido do menor sentido.
Esta é a melhor versão de Young Folks que já ouvi. É Bluegrass. Aqui.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

You know I've dreamed about you... but now, it's just every other day.

Uma das minhas musicas favoritas de 2006. Aqui.


Always wanting but never belonging. Ridiculous. As much as I can be.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Recordar é viver I: Give me something for nothing

Hoje é dia de recordar o unico LP dos Tones on Tail.
Um grupo que sai das cinzas dos Bauhaus.
O single Performance de 1984. Aqui.

A ouvir em vinil claro. Este era do meu irmão.
Curiosamente os Love & Rockets vêm, em Julho, ao SBSR Porto.
O Peter Murphy também vem outra vez.

sábado, 3 de maio de 2008

Mau Gosto Clássico: "Why don't you play your early stuff?"

...Quando Cate Blanchett diz para o homem na cruz... "Why don't you play your early stuff?"... Aqui.

One step closer, in the downward spiral...

... to hell or to where someone cares not.
With you (but not without some sweetness).

Best Regards,
A barely living body

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Feels like I am going to loose my mind.

É tarde e estou sozinho. E esta melodia de Borderline de Madonna parece feita para estes momentos. Na versão das já aqui referenciadas Chapin Sisters. Aqui.
E ainda. Pretty in Pink. Pela enésima vez neste blog. Musica fetiche? Desta vez interpretada pelos brilhantes Dresden Dolls (ouçam Yes Virginia para comprovar). Aqui.
Esta versão de Just Like Heaven, dos Cure também é boa. Das Watson Twins. Aqui.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Video killed the radio star.

Aparentemente surgiu online uma sex tape de Jimi Hendrix. Dizem os relatos das testemunhas que o homem "dedilhava" as mulheres tão bem como tocava guitarra eléctrica. Mas será que chegou a pegar fogo a alguma como fez em Monterey? Isso sim, dava um filme.
Let's look at the trailer. Acham que é mesmo ele?

He swore he would hang me and I wish I was single again.

O single em vinil não está morto. Mas devia.
Aqui fica Violet Hill o novo dos Coldplay.
E.
Rat is Dead dos Cansei De Ser Sexy.
Avanço do novo álbum. Aqui.

Titulo do post: Single Again dos Fiery Furnaces.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Reflexão I: He gave it all for love.

Tava agora a conversar sobre amor.
Amor é não ir ver o Dylan a Vilar de Mouros e rumar ao Algarve pra tar com ela.
E não pensar duas vezes.
MP3's soltos de baladas do Tom Waits por aqui. Porque me sinto assim agora.
UPDATE: A 3ª musica da Scarlett tá na net. Fawn está aqui. Se ela fosse feia as suas musica teriam o mesmo interesse? Talvez não.

Pausa II: And the decomposing lover says... Babe, I'm on fire!

Hoje dois avanços do disco de Scarlett Johansson (com Bowie) e uma cover dos Klaxons por Goldfrapp (que por sua vez tinham tb sacado a musica a alguém dos 90's) . Uma. Duas. Três.
Girl Power Rulez... sometimes!
Vinil Update: Descobri que não posso ter as máquinas de lavar e o gira-discos a funcionar ao mesmo tempo. Se não, sai tudo wha-wha-wha-wha. E só Deus sabe como sai a roupa ao som dos Raconteurs... Mental Note: Faxina só ao som de CD!
Titulo do Post: Baby, I'm on fire, de Nocurama, 2003. O 12º disco de estúdio de Nick Cave. O concerto do Coliseu do Porto foi memorável. Menos espampanante, e barulhento, que o da Abattoir Blues Tour mas ainda assim religiosamente interpretado.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Pausa I: Hello cowgirl in the sand

Duffy parece uma daquelas artistas que apareceram para animar a malta, enquanto Amy Winehouse não deixa as drogas e volta ao estúdio. Mas esta cover dos Hot Chip é muito gira. O original também é de si bastante bom.
Aqui está a cover. Aqui está o original.
A tese também vai bem. Obrigado.
Vinil Update: Hoje trouxe os dois dos Raconteurs e Everybody Knows This is Nowhere, de Neil Young (1969). Tudo da Louie Louie. Da Amazon UK chegou The Last Shadow Puppets. Muitas voltas para dar no gira-discos.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Libertação II: There is no middle ground, or that's how it seems

Hoje o homem dos Arctic Monkeys descobre a musica de Scott Walker.
E os primeiros singles de Bowie dos anos 60.
Vai daí, pega num amigo e voa para a provence francesa.
Este é o resultado. The age of the understatement.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Libertação I: Coming out of this cage, I've been doing just fine....

Amanhã feira do vinil no cais de Gaia.
Um dia em cheio. Claro.
Entretanto.
The Chapin Sisters, Kill me now. Aqui.
Três irmãs fazem folk negro e melódico.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Reclusão II: The distance is quite simply much too far for me to row

Transatlanticism. Death Cab For Cutie.
De 2003, numa edição alemã em vinil.
Épica. Aqui.

domingo, 13 de abril de 2008

Reclusão I: I'm an innocent victim of a blinded alley

Todos me perguntam quando assento, quando ganharei juizo.
Quando encontrar alguém que seja assim...

My love she speaks like silence,
Without ideals or violence,
She doesn't have to say she's faithful,
Yet she's true, like ice, like fire.
People carry roses,
Make promises by the hours,
My love she laughs like the flowers,
Valentines can't buy her.

In the dime stores and bus stations,
People talk of situations,
Read books, repeat quotations,
Draw conclusions on the wall.
Some speak of the future,
My love she speaks softly,
She knows there's no success like failure
And that failure's no success at all.

The cloak and dagger dangles,
Madams light the candles.
In ceremonies of the horsemen,
Even the pawn must hold a grudge.
Statues made of match sticks,
Crumble into one another,
My love winks, she does not bother,
She knows too much to argue or to judge.

The bridge at midnight trembles,
The country doctor rambles,
Bankers' nieces seek perfection,
Expecting all the gifts that wise men bring.
The wind howls like a hammer,
The night blows cold and rainy,
My love she's like some raven
At my window with a broken wing.

Copyright © 1965; renewed 1993 Special Rider Music

Bob Dylan, Bringing it all back home, 1965, o mp3 anda por aqui.

PS: Outro dia. Outro disco de Tom Waits. Outra tarde de melodias loucas e boémias. Desta vez é Tom Traubert's Blues.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

I could turn you inside out. What I choose not to do.

Green dos R.E.M., de 1988. Aqui.
Lembro-me de comprar este disco algures em 1995.
Era isso ou acampar algures com amigos, entretanto meio-perdidos.
Escolhas fáceis. Já lai vai assim tanto tempo?

segunda-feira, 7 de abril de 2008

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Ainda no outro dia falavamos de Tom Waits...

Encontrei Rain Dogs, de 1985, numa loja de vinis em 2ª mão.
Não resisti. É perfeito. E agora só ouço:
"Hush my love a train now, well it takes me away from you".
O disco está aqui. E tu onde estás?

Os Cabeças de Radio na Radio


Podia ter sido uma mentira de 1 de Abril mas não foi! Os Radiohead fizeram 2 concertos nesse dia para a BBC Radio.

Aqui ficam as Matinee and Evening Performances para os programas de Radcliffe & Maconie e Steve Lamack.

terça-feira, 1 de abril de 2008

A juventude já não é o que era. No meu tempo não havia telemóveis, mas atirávamos bolas de papel às costas do professor pelos canos das canetas BIC...

Kings of Leon
2003
Os Kings of Leon são um grupo espantoso. O rock de raízes americanas faz deles os primos hillbilly dos Strokes. Nunca os vi ao vivo. Deve ser único. Este é o disco de estreia de 2003.
Bónus: A discografia resmaterizada toda dos Joy Division está aqui.
(porque eles são a banda sonora das tristezas que também fazem a juventude)

A Clinica para urbano depressivos viciados em guitarras!

Os Clinic são uma banda art punk de Liverpool formada 1997. Chegaram a fazer uma tournee com os Radiohead em 2000. São uma banda muito curiosa e este é o seu último album "Do it!". As guitarras lowfi dos clinic parecem desorganizadas e a voz é um gemido bizarro mas não consigo deixar de ouvir estas músicas.

listen and buy!