domingo, 7 de setembro de 2008

Good to be back

Já vai algum (muito) tempo sem escrever. Nem sei se a minha conta do hotlink ainda funciona. It's good to be back. Depois de passagens por Paris e Madrid e o assentar de arraial definitivo em Lisboa. Não há tempo. Nem disposição, admito.
Hoje trago um pouco de Pete Doherty. Mal amado pela cena musical fora da GB, e mais conhecido por aparecer nos tablóides, frequentemente drogado. Parece ser um daqueles músicos destinados a viver tudo a 300km/h e morrer cedo. Amy Winehouse também está na corrida.
A sua carreira é feita de tantos altos (Up The Bracket e Shotter's Nation) e baixos (Down in Albion) que mais parece uma pequena montanha russa. Estas demos acústicas parecem trazer alguma esperança a quem admira, como eu, o seu estilo de escrita musical. Referências a Kinks e Smiths chegam e sobram para mim. Para ouvir com atenção.


Pete Doherty - Crumb begging baghead (das Stookie + Jim Demos, 2007)
Pete Doherty - Unstookietitled (das Stookie + Jim Demos, 2007)
Pete Doherty - Delivery (das Stookie + Jim Demos, 2007)

PS: Eu tenho a sessão toda para quem quiser... Neste momento ouve-se Amnesiac dos Radiohead. Versão vinil de 10". Esse e Kid A. Fica a faltar Pablo Honey nesta discografia obrigatória. Havia na loja. Mas seria como trazer um pouco de arbusto enquanto que se carregam dois pinheiros centenários...

domingo, 27 de julho de 2008

A rainy night in Soho

Este é um daqueles dias em a solidão me alcança. Saber que se aproxima uma semana num qualquer quarto de hotel, à espera de passar o dia seguinte numa torre de escritórios qualquer em La Defense. Saber que aeroportos e estações de metro são sítios vazios de emoção, onde todos passam e ninguém pára pra pensar.
Passeio sozinho à chuva para refrescar a cabeça. E penso que este é um dia perigoso para pôr a rodar The Idiot ou Closer. Por isso ouço Fairytale of New York. Uma daquelas canções que me põe alegre por estar triste.
Porque também deve existir alguma beleza no fundo do poço. Só que não há luz para ver. Hoje os Pogues são a minha lanterna.
The Pogues - Fairytale Of New York (1987)
The Pogues - Sally McLennane (1985)
The Pogues - A Pair Of Brown Eyes (1985)

terça-feira, 22 de julho de 2008

Post silencioso

Atravesso a rua para o sítio onde trabalho, pego na caneta, espero. Chamo caneta a uma esferográfica vulgar, qualquer que risque me serve.
Terá sido a esferográfica que me riscou a testa com o tempo? Porque não voltas atrás e vês o que ficou escrito nela? Retratos, livros, papéis, eu a começar.
O telefone soluça como um bebé e, dentro de mim, o teu nome. Vozes de crianças por trás e tudo de súbito fácil, perfeito. Não sei bem o que digo, não sei bem o que oiço. Limito-me a afogar-me em ti como no mar.

António Lobo Antunes

PS: O apartamento onde vou viver em Lisboa foi onde morou Vitorino Nemésio, poeta e escritor, autor de Mau Tempo No Canal. Não é o fantasma de Arthur Lee ou Jimmi Hendrix, que de certo me fariam mais companhia mas para começar não está mal.

domingo, 20 de julho de 2008

There and back again.

Foi uma semana boa. Cheia de novas pessoas e novos lugares. Quase tão bom como voltar e vêr as pessoas de quem se gosta. Alguns olás de ocasião, um copo para matar saudades que ainda não existem. Outro para compôr o coração e a cabeça.
Agora tá na altura de voltar. E deixar tudo para trás. Outraz vez e outra vez. Até que não haja quase nada para deixar aqui. Nem para encontrar do lado de lá.

Jim James (My Morning Jacket) & Calexico - Goin' To Acapulco (original de Dylan, 2007)

E estar contigo foi como sentir que se calhar nos estavamos a despedir. Ou a apaixonar. Foi isso? Escolhe uma:
Jeff Buckley - I know it's over (original dos Smiths, 200?)
Death Cab For Cutie - I Will Follow You Into The Dark (Itunes Originals, 2007)

"And when i climb into an empty bed. Well... enough said. I know it's over. Still i cling."

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Ponto (quase) final

Está na hora da mudança para a capital. Como já disse antes: A new a career in a new town. Durante algum tempo não vai haver posts, nem musica. Talvez até volte com um blog novo. Título já existe.
Como ponto (quase) final deixo-vos ficar com cinco musicas absolutamente imprescindíveis. Escolhas óbvias e sem grandes surpresas. Assim espero.
Bob Dylan: Like a rolling stone (1965). A minha obsessão por Dylan começou há 12/13 anos. E ainda continuo, diáriamente, a tentar assimilar a sua obra. Como quem lê a Bíblia todos os dias. Há tantos períodos diferentes, tantas sonoridades, que acho que podia passar a vida toda a ouvi-lo. E é isso que faço.
Joy Division: Love will tear us appart (1980). O meu irmão é que me mostrou os Joy Division. Aliás foi ele que criou as bases para eu poder conhecer, e gostar, de toda a música que ouço hoje. Doors... Pistols... Bauhaus... Clash... Lou Reed... a Rádio Cultura nos anos 80... A partir daí podia ouvir tudo. E foi um pouco o que fiz.
David Bowie: Ziggy Stardust (1972). A primeira musica de Bowie de que lembro é Blue Jean e do teledisco, hoje um pouco patético, dele no palco com o holofote. Tinha 8 ou 9 anos talvez? Em 91 comprei um colectânea de Bowie num aeroporto na Bélgica. Trazia todos os clássicos e foi o início de um casamento. Gostei logo do período glam. E mais tarde dos discos de Berlim.
Beach Boys - God only knows (1966). O meu amigo Ricardo tinha uma colectânea dos Beach Boys em vinil. Tinhamos 12 anos talvez. É claro que a musica do surf, dos carros e das miúdas era apelativa. Mais tarde comprei Pet Sounds. Um daqueles discos que aparece no top 10 em todas as listas dos melhores de sempre. É um monumento à escrita e à produção musical. Fez os Beatles escreverem Sgt Peppers.
Adriano Correia de Oliveira - Canção com lágrimas (1970). O meu pai fazia-nos ouvir penosas sessões de fado de Coimbra nas longas viagens para a Régua. No tempo em que demorava 3 ou 4 horas a passar as intermináveis curvas do Marão. Nunca liguei muito à musica mas algo deve ter ficado. A verdade é que enquanto andei na faculdade me embrenhei bastante no fado e seguidamente nas baladas e na canção de intervenção. As obras de Adriano e Zeca são da melhor musica portuguesa de sempre. Mas, neste mundo politicamente correcto, é sempre mais fácil, e conveniente, glorificar pessoas sem opiniões e sem ideologia. Vide as Amálias e Eusébios deste mundo...
Isto é um pouco da minha história. Esta, ou outra diferente, segue dentro de momentos. Até já.

terça-feira, 8 de julho de 2008

A midsummer night's dream (parte II)

Banda sonora do sonho de um novo encontro. Sempre adiado. Mas desejado em segredo. Por ti também.

Kings of Convenience - I'd rather dance with you (2004)
Grant Lee Philips - Flaming' Shoe (2002)
Flaming Lips - Do you realize? (2002)

"Do You Realize? That you have the most beautiful face.
Do You Realize? We're floating in space.
And instead of saying all of your goodbyes
Let them know you realize that life goes fast."

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Sound of silver talk to me

makes you want to feel like a teenager
until you remember the feelings of
a real life emotion of teenager
then you think again

Aquele concerto dos LCD Soundsystem na Casa da Música foi inesquecível. Ainda tenho o alinhamento e o bilhete guardado numa qualquer compilação da DFA.
Hoje ficam aqui duas covers muito bem conseguidas. Uma do semideus John Cale com All my friends e uma versão dos LCD Soundsystem para No love lost dos Joy Division. E, enquanto fujo para não me cair o céu em cima da cabeça, digo que esta ultima consegue ser melhor que o original.
Só para não ficar com a ideia que apenas falo de musica relativamente antiga (referências aos Joy Division e aos Velvet Underground são um lugar-comum), deixo também os MGMT (management para os amigos). Electric Feel é um single que se estranha, entranha e dança. Lembra os Chic mas ninguém se importa.

LCD Soundsystem - No Love Lost (original dos Joy Division, 2007)
John Cale - All my friends (original dos LCD Soundsystem, 2007)
MGMT - Electric Feel (2008)
PS: Sim, ainda guardo remorsos de não ter comprado este single em Londres o ano passado. Aliás, havia dois, um outro com a versão dos Franz Ferdinand. Mas a de Cale é melhor.

domingo, 6 de julho de 2008

Just what is it that you want to do?

We wanna be free
We wanna be free to do what we wanna do
And we wanna get loaded

Os Primal Scream sempre foram um grupo dicotómico na sua produção musical. Por um lado fazem discos de base rock e techno/dance/psicadélica veja-se o imprescindível Screamadelica, Vanishing Point (título baseado numa canção dos New Order) e o genial XTRMNTR . Por outro, tentam determinadamente regravar Exile on main street, com resultados menos bons, veja-se Give Out But Don't Give Up e o último, Riot City Blues.
Neste novo disco a editar em 2008, Beautiful Future, tentam conciliar estas duas facetas de personalidade. Os resultados são bons e quase o conseguem. Não só porque vão buscar o swagger das influências rock dos 70's, como aproveitam a batida dançável dos seus melhores momentos. Não será certamente um sucesso internacional mas é uma boa forma de continuar a construção de um grande percurso musical, já de si bastante acidentado.

Primal Scream - Beautiful future
Primal Scream - Can't go back
Primal Scream - The glory of love
Estas músicas são apenas promos, daí o fader lá para o fim de cada canção. Se querem mesmo, comprem quando sair!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A midsummer night's dream

Não sei o que Shakespeare tinha em mente, nem ao certo se ele existiu, mas se houvesse uma banda sonora seria certamente como a nossa... Uma noite de sonho. Mesmo.

Cat Power - The Greatest (2006)
Nick Cave - Into my arms (1997)
Marvin Gaye - Let's get it on (1973)

terça-feira, 1 de julho de 2008

Tom Waits já foi a Fátima

Por isso todos podemos ir lá e prestar-lhe devoção. Uma entrevista genial em que ele coloca e responde a todas as questões.
Q: What remarkable things have you found in unexpected places?
6. Most gift shops: Fatima, Portugal.
Tom Waits é unico. O resto é conversa. A entrevista completa. Aqui.
Tom Waits - Blind Love (1985)

In the time of chimpanzees I was a monkey.

Desde Looser que Beck é uma referência incontornável da musica americana. Este novo disco, do qual já existem três musicas disponíveis na net, mostra um Beck com alusões à sonoridade psicadélica dos anos 60 e deixa no ar a ideia de que Modern Guilt pode bem ser um dos discos do ano.
A mão de Danger Mouse (Gnarls Barkley, Gorillaz, Black Keys entre outros) vem dar novas dimensões ao som de Beck, sem tocar no estilo próprio que vem da anterior discografia. Mais uma produção soberba.
Pena a tour de Beck só vir uma vez este ano a Portugal, seria um espectáculo a não perder de nenhuma forma.

Beck - Orphans
Beck - Gamma Ray (LINK CORRIGIDO!!!)
Beck - Chemtrails (tudo de Modern Guilt a sair em Julho)
BONUS: The Jimi Hendrix Experience - May This Be Love (1967)
"Waterfall
Dont ever change your ways
Fall with me for a million days
Oh, my waterfall"

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Show me the way to the next whisky bar

Eis que é chegada a colecção de vinil dos Doors. Directamente dos EUA. Aqui ainda não saiu.
Uma caixa que reúne os seis discos de estudio nas capas originais e em vinil de 180gr (mais uma edição do primeiro disco na versão mono original). A caixa imita a pele de crocodilo que Jim Morrison imortalizou naquele fato que tanto usava e nunca lavava. Musica para os meus ouvidos. Literalmente.
Esta discografia brilhante não vai parar tão cedo de rodar no meu pequeno
Vestax Portátil. Desde os 9 anos que sou um devoto dos Doors e estas musicas fazem parte do meu crescimento. Talvez por isso tenha ficado nos 16.

"Before you slip into unconsciousness
I'd like to have another kiss
Another flashing chance at bliss
Another kiss"


The Doors - Crystal Ship (1967)

The Doors - Alabama Song (1970, do Absolutely Live, a minha primeira cassete original)
The Doors - Love Her Madly (1971)

PS: É claro que ontem me deixaste mais uma vez perdido. De todas as maneiras que me podia perder.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Capitão Romance

A mudança. Again. Não me sai desta baralhada cabeça. Agora pego nas palavras de Manel Cruz nos tempos dos Ornatos Violeta.

Parto rumo à maravilha
Rumo à dor que houver pra vir
Se eu encontrar uma ilha
Paro pra sentir
E dar sentido à viagem
Pra sentir que eu sou capaz
Se o meu peito diz coragem
Volto a partir em paz

Ornatos Violeta - Capitão Romance (1999, com Gordon Gano dos Violent Femmes)

PS: Gostava de ser o teu Capitão Romance e navegar, nessa jangada de dois, pelo mares salgados do desejo.

sábado, 21 de junho de 2008

Your summer dream (and mine).

"i never thought tonight could ever be
this close to me." mas foi.

The Cure - Close to me (1985)
The Beach Boys - Your summer dream (1963)

Nas palavras de Adrian Borland:
"i can see a distant victory
a time when you will be with me"

The Sound - Total recall (1986)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

A new career in a new town

Poucos posts mas muitas mudanças. Muito em que pensar e decidir. A escolha está feita. Moving on.
Hoje o tema é a tomada de novos rumos. Algo de que temos que nos começar a mentalizar melhor. A nossa cultura é avessa a mudanças drásticas. A cultura da Europa do Sul está, por tradição, presa à disciplina católica e sempre deprimida na sua ambição. O abismo está à frente e temos que dar o salto ou podemos cair. Mesmo que não cheguemos ao lado de lá, pelo menos tentamos.
David Bowie e Brian Eno deram o titulo ao post. "A new career in a new town" é um tema instrumental do album Low, de 1977. Um dos meus preferidos de Bowie. Não bastasse um dos outros temas, Warsawa, ter dado o primeiro nome aos Joy Division.
Na área folk a mudança é um lugar-comum. Os americanos têm dois temas para canções: a estrada e o amor teenager. O resto são variações em Dó menor. Quem melhor para dizer isto do que a alma mater da musica americana, Bob Dylan.
Aqui fica a banda sonora destes novos desafios:
David Bowie - A new career in a new town (1977)
Bob Dylan - Paths of victory (gravada em 1963 mas só publicada em 1991)

PS: Paths of victory também era o hino não-oficial da selecção nacional mas disso é melhor nem falar...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

I want a riot. A riot of my own.

Cada vez mais manifestações... bloqueios... o custo de vida a aumentar. Sente-se uma tensão social em Portugal como nunca tinha sentido ao longo dos meus, também já longos, trinta e dois anos. Inquetação e receio do que o futuro ainda pode trazer.
Acima de tudo, parece ser um sentimento de frustação o que domina. Frustados pela impunidade e pelas desigualdades. Por se fazer um curso que não leva a lado nenhum a não ser ao call-centre do costume. Por se tentar produzir alguma coisa e acabar com menos do que antes. Por já ter recebido cinquenta chamadas do banco a lembrar a prestação em atraso...
Nimguém parece estar inocente no meio disto tudo. Somos pouco produtivos e menos empreendedores. O Estado gasta muito e mal gasto. A Europa, em tempos um oásis, cada vez mais parece querer deixar-nos pendurados no deserto. Um beco sem saída em que somos (sou) tão fatalistas como o nosso fado.
Musicalmente, nimguém foi capaz de canalizar este sentimento como Joe Strummer. O querer mudar o mundo e não conseguir. Não sei se somos o mesmo país que o Reino Unido era no final dos anos 70. Mas o feeling está lá.
Certo é que o D. Sebastião não virá numa manhã de nevoeiro por aí fora a fazer guerra aos especuladores da gasolina. E mesmo que venha não sei se somos país para ir com ele. Afinal ainda não acabou o Euro. E tenho que ir atestar o carro, há que ir festejar prá baixa o próximo golo do Ronaldo...
Joe R.I.P.

The Clash - White Riot (1977)
The Clash - Safe European Home (1978)
The Clash - Know Your Rights (1982)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

You don't need to bring God into this

Jacob Dylan já tinha feito alguma coisas muito boas antes, com os Wallflowers. Este ano edita um disco a solo acústico que demonstra, mais uma vez, que filho de peixe sabe nadar. Já não aparece tanto na sombra de Springsteen e adquire um som mais próprio.
Fruto do casamento de Bob e Sara (em I'm not there protagonizado por Heath Ledger e pela bela Charlotte Gainsbourg), finalmente acaba com a timidez face à sua (brilhante e pesada) herança familiar. Eu também segui as pisadas de alguém com sucesso e sei o que isso é.
Ele próprio lembra, numa entrevista que li há muito tempo, que um dia pediu ao pai para aprender a tocar guitarra. No dia seguinte aparece um guitarrista com três dedos na mão para lhe ensinar o básico... mais um daqueles gestos enigmáticos do génio a quem costumo chamar Deus. Para o outro Deus é como um elogio.

The Wallflowers - One headlight (1996)
Jacob Dylan - Evil is alive and well (Junho 2008)
Jacob Dylan - Something good this way comes (Junho 2008)
PS: Imagino que ficas muito Pretty in (your) pink (pijama)!

domingo, 8 de junho de 2008

Your love gets sweeter every day

No meio daquela exposição de vinil em Serralves estava hipnotizado por estares ali comigo. Mais feliz por isso do que por estar ao lado duma edição original do White Album dos Beatles ou do primeiro disco dos Velvet Underground (que por acaso aparece datado de 1971, um erro crasso).
Foi delicioso. Tudo. Ao seguirmos para o carro com o sol já muito lá em cima, estava a pensar que não era possível estar num sitio melhor. Não era mesmo. Uma noite perfeita.

Leonard Cohen - Suzanne (1967)
Finley Quaye - Your love gets sweeter (1997)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

You and me we're gonna drive ourselves outta this town

Queria fugir contigo... como naqueles road movies de Hollywood.
De motel em motel até eu te salvar das garras do assassino no chuveiro...
E no fim davamos um beijo apaixonado como nunca nimguém deu.
Nem no Casablanca (eu já tenho o meu chapéu).

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Se...

Se a vida pesasse menos 100kg não seria um fardo tão grande. O meu gira-discos andava sempre comigo a tocar os meus singles dos Clash. E o Rain Dogs do Tom Waits estava mais tempo guardado.
Se cabeça fosse amovível. Deixava-a em casa mais vezes. Na gaveta dos legumes, no frigorifico.
Se muitos vícios fossem poucas virtudes. Criar-se-ia um culto à minha volta e a minha colecção de musica seria o meu evangelho.
Se tudo fosse mais simples, havias de saber o que fazer comigo.


PS: Morreu Bo Diddley. Era enorme. Ainda é. Crackin' Up e I'm Bad. Mesmo a calhar com o resto do post.

domingo, 1 de junho de 2008

Casa das Tortas

Sexta à noite a Casa da Música teve grandes concertos. Os Young Marble Giants foram irrepreensiveis. Os Vampire Weekend puseram muita gente a dançar. Os These New Puritans mostraram uma energia cujo disco não auspiciava.
No entanto, não fosse a indesejável organização, cuja burocracia foi típicamente copiada de uma repartição de finanças, a coisa poderia ter sido ainda melhor.
- "Não pode tirar fotos".
- "Não pode gritar para o palco nem dançar nestas cadeiras desconfortáveis."
- "Se quer beber tem de preencher a requisição no 2º andar."
- "A requisição branca só serve no bar 2 e 4. Para o bar 5 e 6 é uma azul."
- "Por favor aninhe-se ai à frente do palco enquanto encontro o seu lugar nestas filas de cadeiras de numeros imperceptiveis no escuro". A isto eu assisti.
Isto não é rock'n'roll. É suicidio. Dizia o Bowie.
Às vezes não sabemos se estamos a ver concertos rock ou se estamos na loja de porcelanas. A casa é da musica da mesma maneira que a Casa das Tortas é dos pasteis de chaves. O nome não diz sempre tudo.

Esta semana a colheita de discos de vinil trouxe:
- Murmur e Reckoning dos REM (1983 e 1984 respectivamente)
- Bona Drag de Morrisey (1990)
- Franks Wild Years de Tom Waits (1987)
- Close To The Bone dos Tom Tom Club (1983)
- Speaking in Tongues dos Talking Heads (1983)
- Power Corruption & Lies dos New Order (1983)
- The Stone Roses dos Stone Roses (1989)
- Sound Affects dos Jam (1980)
Discos da Retroparadise e daquela loja fantástica do Chico no 1º andar do Artes em Partes.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

We all live in a yellow submarine.

Sentir que tudo à nossa volta pode ruir a qualquer momento ou que podemos ser felizes sem fim. Tudo ou nada. Ter receio da mudança mesmo quando é inevitável.
Os Submarines são uma banda pop. Com gosto. Há cada vez mais gente assim. Ou isso, ou sou eu que começo a amolecer com a idade. Veja-se o post com a cover de Borderline de Madonna.
Hoje só vou ouvir Clash e Pistols. E vou esconder os vinis dos Smiths. Mas só por um dia.
PS: Ontem a Cat Power foi saboroso e encorpado como um bom tinto velho, bebido numa cave fria cheia de amigos. Soberbo.

Os submarinos navegam por aqui.

domingo, 25 de maio de 2008

On a lighter note...

O hip-hop manda na musica. Especialmente o hip-hop de qualidade.
Os Cool Kids lembram um cruzamento entre os Neptunes e os jovens Beastie Boys.
Muito bom. Aqui. E ali.
E o sample de Pump Up The Volume ajuda. Bem-vindos.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Tu que não sabes... (my aim is true)

Eu também não sei... que já sabia desde o primeiro dia.
Se alguma vez aqui vieres.
Só para ti. Esta.
Dizia o Elvis Costello nos anos 70. "Oh, Alison, my aim is true."

Who the fuck is David Watts?

Quem não percebe o meu (pouco) estilo nunca ouviu os Jam.
E já agora os Specials ou o Elvis Costello.
A verdadeira inspiração vem dos originais.
Não que Shotter's Nation me tenha passado ao lado. Muito pelo contrário.
Um look Mod, uma filosofia Punk, um ouvido (ou dois) no New Wave. Sou eu.

Simplesmente genial e irrepetivel: "David Watts" (cover dos Kinks). Aqui. E "That's Entertainment". Aqui.

sábado, 17 de maio de 2008

Lights going out and a kick in the balls. That's entertainment.

Na série de versões com mais ou menos sucesso que aqui tenho posto, aqui vão mais duas.
Kate Nash com "I'm not gonna teach your boyfriend how to dance with you" dos Black Kids. Uma das melhores canções do ano passado. Aqui.
E esta ENORME versão dos Jam. Pretty Green por Mark Ronson e Santogold. O produtor e a cantora du jour. Aqui.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

We met when we were at school.

O Ricardo foi meu amigo dos 11 aos 13. Faltavamos às aulas no 8º ano pra ouvir musica. Ele tinha uma cópia de Give Em' Enough Rope. E adorávamos esta canção. Como todas as amizades daquela altura, deixamos de andar juntos quando mudei de escola. Passado algum tempo soube que tinha morrido. Senti-me um pouco mais sozinho. Foram tempos que não esquecerei mais.
Às vezes sinto uma certa nostalgia desses tempos em que ser punk era como ser de uma tribo. E cada um tinha a sua. Agora os miudos são cópias xerox uns dos outros. Dos Morangos.
Mas a música ficou. Para ti. Onde quer que estejas, espero que tenhas os discos dos Clash contigo. Stayfree.
PS: Sim, esta é mais uma cover. Soa a Billy Bragg a tocar Clash.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

E eu mais só estou.

Este blog tem-se tornado numa mina de covers mais ou menos interessantes. Cá vai mais uma. Adele com Last Nite dos Strokes. Gravada para a BBC.
Interessante. Aqui.
Esta é uma versão de Walk On The Wild Side de Jesse Malin. "Sugar plum fairy came and hit the streets".
Muito interessante. Aqui.
PS: Esta versão de Mansion on the hill, de Springsteen é deliciosamente interpretada pelos The National. Aqui.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Massive Attack

Em 2007. Beirut inventa a Elephant Gun. Aqui.
E os Spoon sabem k tens a Cherry Bomb. Ali.
Mas não há exércitos que me ponham a salvo.
De mim. E de pensar em ti.

terça-feira, 13 de maio de 2008

The milkman of human kindness (back from a coldass convention).

Um belissimo momento reggae/dub de Santogold (um b-side). Aqui.
O single - L.E.S. Artistes. Ali.
E que grande disco! Imperdível. Talvez ainda por aqui.

sábado, 10 de maio de 2008

Everyone loves you. But you should only love me back.

Transformas o meu dia-a-dia de Unknown Pleasures na alegria de Parallel Lines.
E talvez sejas minha. One way or another.
Jose Gonzales. O single Teardrop (cover dos Massive Attack). Aqui.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Recordar é viver II: O barco de Chanquete

Esta musica dos Peter Bjorn & John faz-me lembrar o Verão Azul.
Eu sei. Estranho e desprovido do menor sentido.
Esta é a melhor versão de Young Folks que já ouvi. É Bluegrass. Aqui.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

You know I've dreamed about you... but now, it's just every other day.

Uma das minhas musicas favoritas de 2006. Aqui.


Always wanting but never belonging. Ridiculous. As much as I can be.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Recordar é viver I: Give me something for nothing

Hoje é dia de recordar o unico LP dos Tones on Tail.
Um grupo que sai das cinzas dos Bauhaus.
O single Performance de 1984. Aqui.

A ouvir em vinil claro. Este era do meu irmão.
Curiosamente os Love & Rockets vêm, em Julho, ao SBSR Porto.
O Peter Murphy também vem outra vez.

sábado, 3 de maio de 2008

Mau Gosto Clássico: "Why don't you play your early stuff?"

...Quando Cate Blanchett diz para o homem na cruz... "Why don't you play your early stuff?"... Aqui.

One step closer, in the downward spiral...

... to hell or to where someone cares not.
With you (but not without some sweetness).

Best Regards,
A barely living body

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Feels like I am going to loose my mind.

É tarde e estou sozinho. E esta melodia de Borderline de Madonna parece feita para estes momentos. Na versão das já aqui referenciadas Chapin Sisters. Aqui.
E ainda. Pretty in Pink. Pela enésima vez neste blog. Musica fetiche? Desta vez interpretada pelos brilhantes Dresden Dolls (ouçam Yes Virginia para comprovar). Aqui.
Esta versão de Just Like Heaven, dos Cure também é boa. Das Watson Twins. Aqui.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Video killed the radio star.

Aparentemente surgiu online uma sex tape de Jimi Hendrix. Dizem os relatos das testemunhas que o homem "dedilhava" as mulheres tão bem como tocava guitarra eléctrica. Mas será que chegou a pegar fogo a alguma como fez em Monterey? Isso sim, dava um filme.
Let's look at the trailer. Acham que é mesmo ele?

He swore he would hang me and I wish I was single again.

O single em vinil não está morto. Mas devia.
Aqui fica Violet Hill o novo dos Coldplay.
E.
Rat is Dead dos Cansei De Ser Sexy.
Avanço do novo álbum. Aqui.

Titulo do post: Single Again dos Fiery Furnaces.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Reflexão I: He gave it all for love.

Tava agora a conversar sobre amor.
Amor é não ir ver o Dylan a Vilar de Mouros e rumar ao Algarve pra tar com ela.
E não pensar duas vezes.
MP3's soltos de baladas do Tom Waits por aqui. Porque me sinto assim agora.
UPDATE: A 3ª musica da Scarlett tá na net. Fawn está aqui. Se ela fosse feia as suas musica teriam o mesmo interesse? Talvez não.

Pausa II: And the decomposing lover says... Babe, I'm on fire!

Hoje dois avanços do disco de Scarlett Johansson (com Bowie) e uma cover dos Klaxons por Goldfrapp (que por sua vez tinham tb sacado a musica a alguém dos 90's) . Uma. Duas. Três.
Girl Power Rulez... sometimes!
Vinil Update: Descobri que não posso ter as máquinas de lavar e o gira-discos a funcionar ao mesmo tempo. Se não, sai tudo wha-wha-wha-wha. E só Deus sabe como sai a roupa ao som dos Raconteurs... Mental Note: Faxina só ao som de CD!
Titulo do Post: Baby, I'm on fire, de Nocurama, 2003. O 12º disco de estúdio de Nick Cave. O concerto do Coliseu do Porto foi memorável. Menos espampanante, e barulhento, que o da Abattoir Blues Tour mas ainda assim religiosamente interpretado.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Pausa I: Hello cowgirl in the sand

Duffy parece uma daquelas artistas que apareceram para animar a malta, enquanto Amy Winehouse não deixa as drogas e volta ao estúdio. Mas esta cover dos Hot Chip é muito gira. O original também é de si bastante bom.
Aqui está a cover. Aqui está o original.
A tese também vai bem. Obrigado.
Vinil Update: Hoje trouxe os dois dos Raconteurs e Everybody Knows This is Nowhere, de Neil Young (1969). Tudo da Louie Louie. Da Amazon UK chegou The Last Shadow Puppets. Muitas voltas para dar no gira-discos.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Libertação II: There is no middle ground, or that's how it seems

Hoje o homem dos Arctic Monkeys descobre a musica de Scott Walker.
E os primeiros singles de Bowie dos anos 60.
Vai daí, pega num amigo e voa para a provence francesa.
Este é o resultado. The age of the understatement.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Libertação I: Coming out of this cage, I've been doing just fine....

Amanhã feira do vinil no cais de Gaia.
Um dia em cheio. Claro.
Entretanto.
The Chapin Sisters, Kill me now. Aqui.
Três irmãs fazem folk negro e melódico.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Reclusão II: The distance is quite simply much too far for me to row

Transatlanticism. Death Cab For Cutie.
De 2003, numa edição alemã em vinil.
Épica. Aqui.

domingo, 13 de abril de 2008

Reclusão I: I'm an innocent victim of a blinded alley

Todos me perguntam quando assento, quando ganharei juizo.
Quando encontrar alguém que seja assim...

My love she speaks like silence,
Without ideals or violence,
She doesn't have to say she's faithful,
Yet she's true, like ice, like fire.
People carry roses,
Make promises by the hours,
My love she laughs like the flowers,
Valentines can't buy her.

In the dime stores and bus stations,
People talk of situations,
Read books, repeat quotations,
Draw conclusions on the wall.
Some speak of the future,
My love she speaks softly,
She knows there's no success like failure
And that failure's no success at all.

The cloak and dagger dangles,
Madams light the candles.
In ceremonies of the horsemen,
Even the pawn must hold a grudge.
Statues made of match sticks,
Crumble into one another,
My love winks, she does not bother,
She knows too much to argue or to judge.

The bridge at midnight trembles,
The country doctor rambles,
Bankers' nieces seek perfection,
Expecting all the gifts that wise men bring.
The wind howls like a hammer,
The night blows cold and rainy,
My love she's like some raven
At my window with a broken wing.

Copyright © 1965; renewed 1993 Special Rider Music

Bob Dylan, Bringing it all back home, 1965, o mp3 anda por aqui.

PS: Outro dia. Outro disco de Tom Waits. Outra tarde de melodias loucas e boémias. Desta vez é Tom Traubert's Blues.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

I could turn you inside out. What I choose not to do.

Green dos R.E.M., de 1988. Aqui.
Lembro-me de comprar este disco algures em 1995.
Era isso ou acampar algures com amigos, entretanto meio-perdidos.
Escolhas fáceis. Já lai vai assim tanto tempo?

segunda-feira, 7 de abril de 2008

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Ainda no outro dia falavamos de Tom Waits...

Encontrei Rain Dogs, de 1985, numa loja de vinis em 2ª mão.
Não resisti. É perfeito. E agora só ouço:
"Hush my love a train now, well it takes me away from you".
O disco está aqui. E tu onde estás?

Os Cabeças de Radio na Radio


Podia ter sido uma mentira de 1 de Abril mas não foi! Os Radiohead fizeram 2 concertos nesse dia para a BBC Radio.

Aqui ficam as Matinee and Evening Performances para os programas de Radcliffe & Maconie e Steve Lamack.

terça-feira, 1 de abril de 2008

A juventude já não é o que era. No meu tempo não havia telemóveis, mas atirávamos bolas de papel às costas do professor pelos canos das canetas BIC...

Kings of Leon
2003
Os Kings of Leon são um grupo espantoso. O rock de raízes americanas faz deles os primos hillbilly dos Strokes. Nunca os vi ao vivo. Deve ser único. Este é o disco de estreia de 2003.
Bónus: A discografia resmaterizada toda dos Joy Division está aqui.
(porque eles são a banda sonora das tristezas que também fazem a juventude)

A Clinica para urbano depressivos viciados em guitarras!

Os Clinic são uma banda art punk de Liverpool formada 1997. Chegaram a fazer uma tournee com os Radiohead em 2000. São uma banda muito curiosa e este é o seu último album "Do it!". As guitarras lowfi dos clinic parecem desorganizadas e a voz é um gemido bizarro mas não consigo deixar de ouvir estas músicas.

listen and buy!

domingo, 30 de março de 2008

Como diz Dylan: "Anyday now i shall be released". Até lá fico preso a ti por correntes que eu mesmo fabriquei.

Kate Moss e James Hince, dos The Kills, dançaram sobre a campa de Jim Morrison ao som de Alabama Song.
Lembrei-me da minha visita o ano passado. Sempre quis lá ir. Talvez desde os 9 anos. Devorava então Absolutely Live (em duas cassetes originais) e "Daqui ninguém sai vivo" (que acabei por ler 6 ou 7 vezes e há-de haver mais). 1985 talvez. Antes disso lembro-me de uma compilação que o meu irmão tinha numa cassete mas da qual não fazia parte nenhum dos grandes hits da banda.
O que senti ao lá estar foi como o cumprir de uma promessa. Daquelas que fazemos a nós próprios e não cumprimos. Nunca quis ser astronauta, sempre quis ser o Rei Lagarto. E dessa vez cumpri.
Certamente que o convívio nocturno em que Morrison, Edith Piaf, Oscar Wilde e Chopin dançam nos apertados caminhos de Pére-Lachaise fará qualquer parisiense levantar-se do seu descanso eterno para dançar também.
Um momento a não esquecer nunca.
Banda Sonora do Post: The Doors, Absolutely Live, de 1970, Cassete 1 e cassete 2. Password: thedoors. Curiosamente este foi o primeiro disco ao vivo de uma banda rock americana. Diz a Wiki.
PS: O concerto dos Wraygunn foi como strawberry cheesecake. Um base musical deliciosa e uma cobertura doce como companhia.

sábado, 29 de março de 2008

Eu vou ser como a toupeira. Que esburaca.

Tenho um pequeno vício de gostar do Ryan Adams. De todos os 50 discos que edita por ano. Esta reedição de Strangers Alamanc dos Whiskeytown (a sua primeira banda) é brilhante. Está aqui.

Também tenho ouvido falar muito da portuguesa Rita Redshoes. Fui ouvir o disco e realmente é interessante. Também está aqui (a password é fatmen).

quinta-feira, 27 de março de 2008

Antidepressivos III: O pós-portishead

Não foi para divertir. Foi para nos encher de sons azuis, pretos e cinzentos, como a neblina de Bristol que carregam vestida.
Quando cheguei a casa, este foi o remédio que usei para relaxar e aterrar em segurança. Um dos melhores álbuns de sempre. Outra onda.

Exodus
Bob Marley & The Wailers
1977
Bónus: Redemption Song, de Uprising, 1980
"I don't want to wait in vain for your love."

quarta-feira, 26 de março de 2008

A morte à meia noite... Boom!


Midnight Boom, o novo album dos The Kills!

PS: os The Kills vêm em Abril à Casa da Musica a um dos Clubbings. Não perder! Já os vi ao vivo e soube a pouco.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Por falar em Raconteurs...

O disco está já está aqui.

'The Raconteurs' novo album dia 25 de Março

Jack White e companhia adiantaram a saída do novo album "Consolers of the Lonely" para 25 de Março, amanhã, noticiou o NME. A gravação foi concluida apenas no início deste mês e a banda insistiu em pôr o album no mercado tão depressa provavelmente para fazer frente à pirataria. Assim fans, jornalistas e muita gente da editora vai ouvir o album pela primeira vez ao mesmo tempo.

Se sair no iTunes Plus podem contar comigo.

Fica aqui o single "What I´m Looking For" de Brendan Benson do album de 2005 "The Alternative to Love" mas numa versão de 2008.

há gente que precisa de uma alternativa ao amor quando não sabe realmente o que procura...

...valem-lhes aqueles que consolam os solitários. see u tomorow.

domingo, 23 de março de 2008

Heresias

No tempo em que se comemora a Sua ressureição, Deus está de volta a Portugal. E os outros deuses também. Um. Dois. Três. Quatro. Cinco.
Fora os anjos perdidos pela Casa da Música e pelo Coliseu.
Onde caberá tanto salmo e oração? Para o céu irei com certeza.

Pródepressivos II: o mundo nas mãos de quem não o conhece, nem quer ser parte dele.

Estou a ouvir a minha cópia de Songs for Drella. Tenho a edição original de Metal Box. O primeiro LP dos Blondie. O single de Walk The Line. O vinil de Lust or Life. Funhouse dos Stooges. Mas mesmo assim nada me faz esquecer que estou sem ti.
"I'll tickle you to your disgrace". Lou Reed, 1990.

sábado, 22 de março de 2008

Pródepressivos: porque a própria alegria tem limites e sentir o azul da melancolia é parte de mim.

Queria ter sido feito para este mundo. Mas só fui feito para ti.
She & Him, Volume 1, 2008. I was made for you e também, Black Hole e Why do you let me stay here?
I'm stuck here
Getting misty over you
I'm alone, on a bicycle for two.

Antidepressivos II: banda sonora de uma noite típicamente carregada de cerveja

Sheila
Panic Prevention
Jamie T
2007

quinta-feira, 20 de março de 2008

Antidrepessivos: World Music de Brooklin com uma pequena ajuda de Paul Simon

Vampire Weekend
2008

Agora deixam-me em paz com essa história de isto ser um blog depressivo e eu andar sempre triste e perto da automutilação? Obrigado.

quarta-feira, 19 de março de 2008

terça-feira, 18 de março de 2008

Down in a hole and I dont know if I can be saved.

Versão de Ryan Adams
Original dos Alice In Chains de 1992
Thank God it's fatal.

segunda-feira, 17 de março de 2008

I wanna tell you that i love you. But does it really matter?

Mother Love Bone
Singles OST
1992
(Sala Bébé, 1992. Um puto de 16 anos, sozinho, vê um filme que vincará ainda mais as suas referências musicais pelas décadas seguintes. Até hoje. E no futuro. A vida toda, ele quererá ser como ele e encontrar alguém como ela mas não vai conseguir...)

domingo, 16 de março de 2008

I guess that's how the future's done.

Feist
2004/2007
Porque sei que gostas de Feist.

You cant say no to the beauty and the beast.

Não só os She & Him fizeram um dos discos mais bonitos do ano (quase ao nível dos Vampire Weekend). Como são um duo formado por Zooey Deschanel e M. Ward. Delicioso. Até ao ultimo minuto. Aqui.
E sim, ela é perfeita. O que, parecendo que não, ajuda.


Titulo do post: Beauty & The Beast de David Bowie, que estou a ouvir no álbum Stage, de 1978. Em vinil claro.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Who's gonna save my soul?

The Odd Couple
Gnarls Barkley
2008

I'd put stars at your feet. Put Mars in your head.

Rid Of Me
PJ Harvey
1993

quinta-feira, 13 de março de 2008

Everyone is trying to get to the bar. The bar is called heaven.

Heaven
Stop Making Sense
Talking Heads
1984

I got the no pussy blues.

No Pussy Blues
Grinderman
Grinderman
2007

Heaven knows, its got to be this time

Ceremony
New Order
1981
(esta versão de 7" do single original faz parte da minha colecção)

It’s hard to keep track of you falling through the sky

Boxer
The National
2007

I don't know how

Love is Hell
Ryan Adams
2004

quarta-feira, 12 de março de 2008

It's bound to melt your heart


Rabbit Fur Coat
Jenny Lewis with The Watson Twins
2006
bónus: The Watson Twins - Just Like Heaven

I'm ready now

Simple Pleasure
Tindersticks
1999

sábado, 8 de março de 2008